PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

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Em Curso PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por иuησ em Seg 26 Jun 2017, 22:42

Relembrando a primeira mensagem :

A Associação dos Profissionais da GNR diz que a Estrada Nacional 236-1, onde morreram 47 pessoas, não foi cortada devido à falta de meios e a falhas nas comunicações.

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/tragedia-em-pedrogao-grande/2017-06-26-GNR-diz-que-estrada-da-morte-nao-foi-cortada-devido-a-falhas-nas-comunicacoes#

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Última edição por иuησ em Seg 26 Jun 2017, 22:48, editado 1 vez(es)
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Em Curso Profissionais da GNR ficaram abandonados na estrada da morte

Mensagem por иuησ em Sex 07 Jul 2017, 14:56

Documento Oficial do Governo confirma o abandono total dos Profissionais da GNR no terreno. Segundo o CM, todas as entidades envolvidas tinham alternativa ao SIRESP menos a GNR, que operou com telemóveis SEM rede. Militares não receberam ordem para fechar aquela ligação rodoviária e ficaram isolados na estrada da morte.
Mais uma vez, e face ao que a imprensa nacional revela, a APG/GNR tem razão no que afirmou recentemente sobre as carências em todos os níveis.
Documentos do Primeiro Ministro de Portugal -http://www.portugal.gov.pt/pt/pm/documentos.aspx










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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por vmgonçalves em Sex 07 Jul 2017, 16:40

Afinal a culpa não foi do guarda....
E daí, vamos esperar por mais desenvolvimentos...
Quem diria que havia outra rede.... desactivada..... e os rádios recolhidos.....

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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por иuησ em Sab 08 Jul 2017, 00:27

Eu diria ainda mais, mas não vou entrar nessa área pois não me compete.
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por vmgonçalves em Sab 08 Jul 2017, 12:20

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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por Rochita em Sab 08 Jul 2017, 19:59

mais do mesmo.....a ver vamos no que dá...
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por B_Matos em Sab 08 Jul 2017, 23:09

Viva o SIRESP!
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por MiguelBarrancos em Dom 09 Jul 2017, 15:03

E o SIIOP! E muita coisa começada por "S".
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 09 Jul 2017, 15:59

Deste texto http://www.aofa.pt/artigos/Cor_David_Martelo_Pentavirato_de_Tancos.pdf que sem duvida nenhuma, em termos de investimento/falta de efetivos, se aplica também às Forças de segurança, retiro este excerto:

Nessas ocasiões, era raro o Comandante/Director/Chefe que deixava de inserir na sua alocução às tropas uma frase deste género: “apesar das sensíveis restrições orçamentais, não deixámos de cumprir a missão”. É claro que essas proclamações expressavam a virtuosa mentalidade castrense de resistir aos infortúnios da época, ao mesmo tempo que davam lustro ao seu próprio desempenho. Mas dessa virtuosa postura retirava o Poder Político uma perversa conclusão: “podemos ir cortando, que eles cumprem na mesma a missão”.

É por estas e por outras, meus Senhores, é que na tragédia de Pedrogão Grande (como em muitos Pedrógãos mais por esse país fora) só tínhamos dois militares no terreno e um no Posto. A maior parte das vezes temos de juntar um de um Posto com outro de outro Posto para se formar uma patrulha. Muitas das vezes temos patrulhas uni pessoais (como se isso estivesse previsto em qualquer regulamento ou estatuto) obrigados a tomar conta de ocorrências pondo em perigo (mais ainda) a sua segurança e integridade física.  

Enquanto tudo isto ocorre, ao mesmo tempo que alguns vão proferindo a tal frase: “podemos ir cortando, que eles cumprem na mesma a missão” Porque alguns daqueles que comandam e gerem as instituições se puseram a jeito. São despejados milhares de milhões de euros dos nossos impostos em bancos privados falidos. Construíram-se centenas de Kms de auto-estradas onde agora quase ninguém circula, entre outros mamarrachos sem utilidade nenhuma. Assim como outras sirespadas mais.

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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por MiguelBarrancos em Dom 09 Jul 2017, 16:32

Tomar conta de uma ocorrência sozinho?  na... torcia o pé a caminho... 
Ainda este fim de semana, de sexta para sabado, num Destacamento de Portugal, só havia duas patrulhas em 6 Postos... A uma hora de distancia uma da outra!
No entanto houve para pessoal para cerimonias, comemorações, festinhas e exibições.
Isto continua a bater no fundo!
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por Helder1980 em Seg 10 Jul 2017, 18:31

GNR não falhou, bombeiros tambem não, Siresp poucas falhas teve, ipma também não falhou, proteçao civil muito menos, o estado nunca falha... desconfiado.

A culpa ainda vai parar a quem infelizmente faleceu.
Assim vai o nosso Pais...
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Em Curso Quem lá foi ainda lá está

Mensagem por Guarda que anda à linha em Seg 17 Jul 2017, 19:20

"Alguns militares, de tanto engolir lágrimas, afogaram-se em angústia. Dez estão sob vigilância do gabinete de psicologia da GNR, que montou campanha em Pedrógão. Dois foram encaminhados para o centro clínico."

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-07-16-Quem-la-foi-ainda-la-esta
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por toinojaquim em Ter 18 Jul 2017, 09:39

No meio da catástrofe, há sempre alguém a ganhar com a situação. Lá vai a empresa que gere o SIRESP arrecadar mais uns milhões para actualizar a rede!!
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por jpnogueira em Sex 22 Set 2017, 23:44

http://observador.pt/2017/09/22/pj-encontrou-indicios-de-negligencia-na-tragedia-de-pedrogao-grande/

É bom que ouçam tudo o que devem ouvir, não apenas aquilo que lhes interessa!!!!
Apontar o dedo é fácil, ver as coisas na TV é fácil!!!
Difícil é lidar com o que aconteceu todos os dias, ter as imagens, os cheiros, os sons, o desespero e o medo bem marcados na memória.
Difícil é acordar as 4 da manhã com um pesadelo de estar  preso no meio do fogo...
Difícil foi ter que correr para locais de onde todos fugiam para salvar vidas...Difícil foi sair de lá com vida juntamente com aqueles que por si só não conseguiriam...
Difícil foi dormir 4 horas em três dias e apenas parar quando a exaustão não permitiu mais...
Difícil é até à data dar uma palavra de apreço aqueles que arriscaram a vida para salvar as de muitos...Acho que até então nunca ninguém contou todos aqueles que foram salvos...É bom que façam também a sua inquirição...
Difícil é saber como está o estado psicológico de quem lá esteve...
Enfim...
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por ÒdaGuarda em Ter 26 Set 2017, 09:56

jpnogueira escreveu:http://observador.pt/2017/09/22/pj-encontrou-indicios-de-negligencia-na-tragedia-de-pedrogao-grande/

É bom que ouçam tudo o que devem ouvir, não apenas aquilo que lhes interessa!!!!
Apontar o dedo é fácil, ver as coisas na TV é fácil!!!
Difícil é lidar com o que aconteceu todos os dias, ter as imagens, os cheiros, os sons, o desespero e o medo bem marcados na memória.
Difícil é acordar as 4 da manhã com um pesadelo de estar  preso no meio do fogo...
Difícil foi ter que correr para locais de onde todos fugiam para salvar vidas...Difícil foi sair de lá com vida juntamente com aqueles que por si só não conseguiriam...
Difícil foi dormir 4 horas em três dias e apenas parar quando a exaustão não permitiu mais...
Difícil é até à data dar uma palavra de apreço aqueles que arriscaram a vida para salvar as de muitos...Acho que até então nunca ninguém contou todos aqueles que foram salvos...É bom que façam também a sua inquirição...
Difícil é saber como está o estado psicológico de quem lá esteve...
Enfim...
A verdade nua e crua...
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por ÒdaGuarda em Ter 26 Set 2017, 10:03

MiguelBarrancos escreveu:Tomar conta de uma ocorrência sozinho?  na... torcia o pé a caminho... 
Ainda este fim de semana, de sexta para sabado, num Destacamento de Portugal, só havia duas patrulhas em 6 Postos... A uma hora de distancia uma da outra!
No entanto houve para pessoal para cerimonias, comemorações, festinhas e exibições.
Isto continua a bater no fundo!
Por estas bandas, essa prática também é corrente... vezes demais! Por isso, Deus permita que me engane, mas mais dia menos dia iremos ter de novo um caso, "Aguiar da Beira"... No Fixe Infelizmente!!!
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por dragao em Qui 05 Jul 2018, 22:13

Pedrógão: O relatório que o MAI quis manter reservado

Militares sozinhos e sem sequer um rádio, ausência de comunicações e uma total descoordenação entre a Proteção Civil e a GNR. As radiografias já feitas ao incêndio de Pedrógão, que em junho do ano passado causou 66 mortos, revelam a rapidez na propagação das chamas e a incapacidade de reação dos meios de socorro. Mas os testemunhos pormenorizados ouvidos no âmbito do inquérito interno da GNR, que o JN consultou por decisão judicial, tornam ainda mais evidente o caos vivido no terreno.

À hora a que as chamas atingiam dezenas de carros na EN236-1, circulavam nas imediações seis viaturas da GNR. Além dos testemunhos, dados de georreferenciação confirmaram as posições de carros do GIPS (a força especial de proteção e socorro da Guarda) e de postos territoriais da região.

Três das referidas viaturas cruzaram o nó do IC8 com aquela via "sempre em andamento", porque "havia muito fumo", o incêndio cercava a zona e vários militares afirmam ter sentido receio "pela própria vida". As restantes estiveram no mesmo nó e contactaram com automobilistas que circularam na chamada estrada da morte, mas recuaram para o nó de Figueiró dos Vinhos Oeste quando a nuvem de fumo se intensificou.

Atuar "por mote próprio"

Sobre as razões para em nenhum momento terem cortado a EN236-1, os militares da GNR apontam várias razões. Pedro Santos, patrulheiro do Destacamento de Trânsito de Leiria, sublinha que "em momento nenhum recebeu indicações para cortar itinerários" e todas as intervenções que fez, nomeadamente cortes no IC8, foram "por mote próprio" face à evolução do incêndio.

Por volta das 20 horas, pouco antes de recuar no IC8, considerou que "não havia perigo" que justificasse o corte da 236-1. Informação confirmada pelo cabo Timóteo Lopes, que explica não ter recebido nenhuma informação "sobre a existência de perigos naquele trajeto" por parte dos condutores.

A solidão dos militares no terreno é um dos aspetos que mais salta à vista nos depoimentos. José Gaspar, do posto de Figueiró dos Vinhos, não tinha sequer um rádio distribuído, "por já não haver", e passa as horas negras do fogo sem conhecimento da tragédia.

Para o local avançam sucessivas equipas - dos postos territoriais, destacamento de trânsito de Leiria, SEPNA e GIPS -, mas são vários os que confirmam que faziam patrulha sozinhos, sem comunicações e sem conseguirem articular-se com o comando das operações.

Instruções às 22 horas

As primeiras instruções para cortes de estradas, dadas ao oficial de ligação da GNR no posto de comando, major Santos, chegaram apenas após as 22 horas.

Mário Cerol, segundo comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, entretanto constituído arguido pelo Ministério Público, confirma que só teve conhecimento de que o incêndio estava perto da EN236-1 após o acidente envolvendo um autotanque dos Bombeiros de Castanheira de Pêra.

Mesmo depois das mortes naquela estrada, Mário Cerol sustenta que o corte "seria difícil e perigoso", devido ao elevado número de "pequenas localidades que a usam como único acesso". Também Augusto Arnaut, comandante de Pedrógão que assumiu o comando inicial, admitiu "muitas dificuldades para determinar e coordenar cortes de itinerário a partir do COS, dadas as evidentes dificuldades de comunicações".

Só a luz do dia permitiu a contabilização de vítimas

Os primeiros sinais de perigo na EN236-1 que chegam ao comando das operações são dados pelo comandante dos Bombeiros de Castanheira de Pêra, que informa sobre o acidente sofrido por um carro da corporação. Pelas 21.10 horas, o cabo Cordeiro circula naquela via e vê carros a arder "e pessoas a fugir a pé". Pelas 21.44 horas, o sargento-ajudante Martins, do posto de Leiria, é o primeiro a confirmar a existência de cadáveres e a isolar a área. Contabiliza 18 vítimas. Entre as 3 e as 4 horas da manhã, chega a Polícia Científica da PJ, que começa por contabilizar 24 vítimas na EN236-1. "Mais tarde, já durante o dia, fizeram nova contagem e identificaram 30 cadáveres", conta o sargento-ajudante Martins.

Tribunal Administrativo rejeita reserva invocada pelo Governo

O relatório do inquérito interno da GNR à atuação em Pedrógão (processo n.º 06/17) foi apenas parcialmente divulgado. Face à recusa em autorizar a consulta da versão integral, o JN apresentou queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos. Este organismo deu provimento à queixa, mas o Ministério da Administração Interna manteve a recusa, sustentando que as inquirições das testemunhas constituíam matéria confidencial e o documento estava classificado como reservado.

O JN recorreu então ao Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, invocando o interesse público da matéria e o direito à informação. O Tribunal concluiu não haver razões para reserva, numa matéria a que não foi atribuída relevância disciplinar.
https://www.jn.pt/nacional/especial/interior/pedrogao-o-relatorio-que-o-mai-quis-manter-reservado-9539543.html
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qui 05 Jul 2018, 22:37

È esta a Guarda do presente em direção ao futuro. Distante, ausente, com falta de eftivos, com efetivos cada vez mais envelhecidos, doentes, com um absentismo cada vez maior, com militares a arrastarem-se no serviço ativo, doentes, nos últimos tempos de serviço para que não lhes cortem os suplementos para não influenciar negativamente depois a pensão de reforma, com Postos territoriais com um só militar, com patrulhas com um só militar (quando a lei diz que uma força é um efetivo mínimo de dois militares devidamente comandados) com a junção de um militar de um Posto Territorial com outro de outro Posto Territorial, para tomar conta das ocorrências todas da área de vários Postos do Destacamento. Com cortes nos vencimentos, e nas reformas dos militares, com uma incerteza cada vez maior na altura de deixar o serviço ativo, com os escalões congelados, com as promoções congeladas, com cada vez menos incorporações e com cada vez menos efetivos a incorporar, sem certeza na existência dos cursos de promoção/especialidades, o que não permite transferências a tempo e horas. E, como tal, infelizmente, uma Guarda em que já muita gente (os militares que a servem e a população que os militares servem) não acredita e tem pouca fé.

Será esta a Força Humana, Próxima e de Confiança para os militares que a servem, e para a população/grei que os militares servem?

Volta minha querida Guarda dos anos de 1980. Quem te viu na altura e quem te vê hoje, que na altura eras próxima, presente, com efetivos suficientes, jovens, em que nem os próprios militares nem a população se sentiam inseguros, que abandonavam a instituição ao fim de 36 anos de serviço militar, praticamente sem absentismo, sem se arrastarem nos últimos tempos do serviço ativo, com Postos Territoriais sem falta de efetivos, com patrulhas (com 2/3 militares) em todos os turnos, sem patrulhas unipessoais, com capacidade para tomar sempre conta da segurança/ocorrências em todas as áreas dos respetivos Postos Territoriais, com incorporações todos os anos de novos militares e em número suficiente, a quem nunca cortaram vencimentos e reformas, e que subiam de escalão de 3 em 3 anos, que todos os anos podiam frequentar cursos de promoção/especialidades o que permitia certeza e brevidade nas transferências e nas colocações, assim como em  todos os anos se processavam as promoções.

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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por jmflince em Sex 06 Jul 2018, 09:05

Não  sei se os postos nesse ano tinham efectivos suficientes. ... tinham um horário que fazia parecer e 24h de serviço fazia o milagre da multiplicação dos efectivos dos postos.
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por zucatruca em Seg 09 Jul 2018, 22:30

Guarda que anda à linha escreveu:
È esta a Guarda do presente em direção ao futuro. Distante, ausente, com falta de eftivos, com efetivos cada vez mais envelhecidos, doentes, com um absentismo cada vez maior, com militares a arrastarem-se no serviço ativo, doentes, nos últimos tempos de serviço para que não lhes cortem os suplementos para não influenciar negativamente depois a pensão de reforma, com Postos territoriais com um só militar, com patrulhas com um só militar (quando a lei diz que uma força é um efetivo mínimo de dois militares devidamente comandados) com a junção de um militar de um Posto Territorial com outro de outro Posto Territorial, para tomar conta das ocorrências todas da área de vários Postos do Destacamento. Com cortes nos vencimentos, e nas reformas dos militares, com uma incerteza cada vez maior na altura de deixar o serviço ativo, com os escalões congelados, com as promoções congeladas, com cada vez menos incorporações e com cada vez menos efetivos a incorporar, sem certeza na existência dos cursos de promoção/especialidades, o que não permite transferências a tempo e horas. E, como tal, infelizmente, uma Guarda em que já muita gente (os militares que a servem e a população que os militares servem) não acredita e tem pouca fé.
Será esta a Força Humana, Próxima e de Confiança para os militares que a servem, e para a população/grei que os militares servem?
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por Guarda que anda à linha em Ter 10 Jul 2018, 13:14

zucatruca disse: "Deus me livre desse tempo"

Do qual, daquele em que todos os anos havia alistamentos com militares em número suficiente para colmatar as saídas como não acontece hoje? Daquele tempo em que todos os anos havia cursos de promoção e especialização o que permitia que todos os anos houvessem colocações/transferências a tempo e horas como não acontece hoje? Daquele tempo em que não haviam patrulhas uni pessoais e ou junção de um militar de um Posto com outro de outro Posto para depois tomarem conta das ocorrências todas da área do Destacamento, ao ponto de hoje não haver segurança física no desempenho do serviço dos militares como acontece hoje? Daquele tempo em que não havia um absentismo tão elevado como existe hoje? Daquele tempo em que as regras de aposentação não eram tão frágeis, incertas e duvidosas como são hoje? Daquele tempo em que os militares deixavam o serviço ativo numa idade que lhes permitia não terem que se arrastar no serviço ativo como está a acontecer hoje? Daquele tempo em que todos anos havia promoções como não acontece hoje? Daquele tempo em que se subia de escalão de 3 em 3 anos como não acontece hoje? Daquele tempo em nunca se cortaram vencimentos, subsídios, reformas como se cortaram até à pouco tempo atrás? Daquele tempo em que nunca se congelaram escalões como estão congelados hoje, a caminho dos 10 anos? Daquele tempo em que não descontávamos um tostão/cêntimo para a SAD onde até os nossos cônjuges tinham direito como não acontece hoje, em que descontamos  3,50% sobre o nosso vencimento, ainda por cima 14 meses por ano, e se quisermos lá incluir o cônjuge temos que pagar mais 3,50% o que dá 7%?
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

Mensagem por toinojaquim em Ter 10 Jul 2018, 13:28

 :bravo:  :bravo:  :bravo:

Guarda que anda à linha escreveu:
zucatruca disse: "Deus me livre desse tempo"
Do qual, daquele em que todos os anos havia alistamentos com militares em número suficiente para colmatar as saídas como não acontece hoje? Daquele tempo em que todos os anos havia cursos de promoção e especialização o que permitia que todos os anos houvessem colocações/transferências a tempo e horas como não acontece hoje? Daquele tempo em que não haviam patrulhas uni pessoais e ou junção de um militar de um Posto com outro de outro Posto para depois tomarem conta das ocorrências todas da área do Destacamento, ao ponto de hoje não haver segurança física no desempenho do serviço dos militares como acontece hoje? Daquele tempo em que não havia um absentismo tão elevado como existe hoje? Daquele tempo em que as regras de aposentação não eram tão frágeis, incertas e duvidosas como são hoje? Daquele tempo em que os militares deixavam o serviço ativo numa idade que lhes permitia não terem que se arrastar no serviço ativo como está a acontecer hoje? Daquele tempo em que todos anos havia promoções como não acontece hoje? Daquele tempo em que se subia de escalão de 3 em 3 anos como não acontece hoje? Daquele tempo em nunca se cortaram vencimentos, subsídios, reformas como se cortaram até à pouco tempo atrás? Daquele tempo em que nunca se congelaram escalões como estão congelados hoje, a caminho dos 10 anos? Daquele tempo em que não descontávamos um tostão/cêntimo para a SAD onde até os nossos cônjuges tinham direito como não acontece hoje, em que descontamos  3,50% sobre o nosso vencimento, ainda por cima 14 meses por ano, e se quisermos lá incluir o cônjuge temos que pagar mais 3,50% o que dá 7%?
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toinojaquim
Furriel
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Em Curso Re: PEDRÓGÃO GRANDE - Dois militares no terreno e um no posto da GNR no dia da tragédia

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