GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

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Em Curso GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Croco em Qui 17 Maio 2018, 18:50

GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível
17/5/2018, 8:56

Há mulheres da GNR que estão a ser obrigadas a levar os filhos pequenos para os postos por não terem onde os deixar quando entram nos primeiros turnos da manhã, às 7h, escreve o Jornal de Notícias.

Há mulheres da GNR que estão a ser obrigadas a levar os seus filhos pequenos para os postos por não terem onde os deixar quando entram nos primeiros turnos da manhã, às 7h. Segundo o Jornal de Notícias, que avança a notícia na edição desta quinta-feira, há vários casos por todo o país de ordens inflexíveis de comandantes mesmo em situações em que os infantários ou escolas ainda não estão abertos àquela hora ou aos fins de semana.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga aceitou inclusivamente uma providência cautelar apresentada por uma militar da GNR de Guimarães, que se queixava de que o seu comandante a obrigava a trabalhar no turno das 7h às 16h. O tribunal suspendeu a ordem do superior hierárquico, justificando que caso cumprisse aquele horário a militar estaria a “violar o cumprimento das suas responsabilidades parentais”.



A militar, que tem duas filhas de cinco e de dois anos, pediu para trabalhar das 8h às 17h em vez de das 7h às 16h, para poder passar no infantário às 7h30 e deixar as filhas. Porém, o comandante recusou. Segundo explica o JN, o marido também é da GNR, pelo que as duas menores ficam sem ter quem as possa levar ao infantário.

Ouvido pelo mesmo jornal, o coordenador da região norte da Associação dos Profissionais da Guarda diz que se trata de “assédio laboral” e denuncia outros casos na região de Braga. Num dos casos, há mesmo uma militar a levar o filho para o posto da GNR todos os dias às 7h, só o levando para a escola às 9h, quando outros profissionais chegam a posto.

Na origem está um despacho do Comando Geral da GNR aprovado em novembro do ano passado que retira aos militares com filhos menores de 12 anos a atribuição de horário flexível por defeito, fazendo que todos os militares nesta situação necessitem de pedir autorização phttps://observador.pt/2018/05/17/gnr-mulheres-tem-de-levar-filhos-para-o-posto-por-falta-de-horario-flexivel/ara obterem este horário.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por jrafa1982 em Qui 17 Maio 2018, 19:25

Apenas uma nota de elogio e apreço pela coragem para a militar que contra tudo e todos pôs a providencia cautelar.... Agora não me venham com tretas disto e daquilo, se o tribunal deu razão é porque existe legalidade....
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por JNSilva em Qui 17 Maio 2018, 21:46

Alguém me consegue explicar que horário é esse de 07/16?Nove horas de serviço !!
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qui 17 Maio 2018, 21:58

Então mas esta situação é exclusiva da GNR?

Como é que fazem um casal de:

Professora colocada a dezenas de Kms de casa e um funcionário de uma fábrica onde trabalha por turnos?
Enfermeira e camionista?
Bombeiro e médica?
Maquinista da CP e funcionária de fábrica onde trabalha por turnos?
Empregada de limpeza que entram ao serviço antes da abertura dos serviços e vendedor ambulante?
Assistente de bordo e pescador?
Auxiliar de saúde no hospital e piloto aviador?
Policia e enfermeira?
Padeiro e militar?
Mineiro e taxista?
Guarda prisional e controlador aéreo?
Repositor de hipermercado e jornalista?
Etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc.

Como é que os casais como os que atrás referi que trabalham em profissões por turnos, entre muitos
outros mais fazem e faziam, antes sequer de haver mulheres na GNR?

Aliás, como é que eu e outros como eu que também trabalho por turnos e a minha mulher que também trabalha, fizemos quando chegou a nossa vez?

Solução para isto? Colocar as mulheres a fazer todos os serviços das 09 – 17 de segunda a sexta, que são os que são compatíveis com os horários das creches e dos infantários, e a missão da GNR, que é a segurança de todos nós, e que deve ser desempenhada por pessoas sujeitas ao dever de disponibilidade permanente para o serviço, que se lixe.

A outra solução é, entregar e atribuir os restantes horários que não sejam 09 - 17, de noite, fins-de-semana e feriados aos homens, e de preferência aos mais velhos que já não tenham filhos a seu encargo.

Ai Guarda Guarda nobre instituição, quem te viu e quem te vê, e ao ponto a que estás a chegar.
Numa altura em que caminhamos para um mundo cada vez mais instável, mais inseguro e perigoso, não dês um forte murro na mesa e não te imponhas não, e depois vamos ver quem é que um dia destes vai velar pela segurança de todos nós.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por DNS em Qui 17 Maio 2018, 22:29

Em tempos fui escalador no meu anterior Posto. Por causa de 4 das 5 raparigas pertencentes ao efetivo, a escala era um pesadelo. Quem acabava por sofrer eram os restantes 12 militares masculinos, pois eram eles sempre de noite, de tarde e de fim de semana e feriados. As meninas ganhavam tudo, incluindo todos os suplementos ao máximo e passeavam a pistola das 10h às 16h. VERGONHOSO.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 18 Maio 2018, 00:00

Decididamente já não há pachorra. E é com assuntos destes, ou seja não assuntos, e chamar-lhe-ia antes novelas, com que as associações de profissionais da Guarda se deixam enredar, e colocam o "nome" GNR a ser alvo de chacota por parte da opinião publica na praça publica.

Para rematar só deixo uma questão no ar: Será que as mulheres que vêm para a GNR não sabem ao que vêm, para onde vêm, e quando vêm têm de estar sujeitas a horários/turnos dos mais variados possíveis e imprevisíveis, assim como têm de estar sujeitas a um dos principais deveres a que os militares da Guarda estão sujeitos, que é o dever de disponibilidade permanente para o serviço ainda que, com o sacrifício dos interesses pessoais?

Por este andar, um dia destes ainda vou ver uma ocorrência qualquer deixar de ser acorrida ou deixar de se prestar socorro a alguém, porque alguém tem de ir dar a papinha ou mudar a fraldinha ao bebé.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por MiguelBarrancos em Sex 18 Maio 2018, 16:57

Há muita menina do sexo masculino que tem horário melhor que o flexível, nem uma patrulha fazem, com sorte fazem uma noite e uma tarde por mês, e ganham tudo na integra. 
E este horário não se aplica só a mulheres. Também se aplica a homens e a outras profissões.
Parem de estar mal com o bem dos outros.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por matulão em Sex 18 Maio 2018, 19:13

Como eu compreendo as camaradas tb tenho o mesmo problema, muitas vezes eu e a minha mulher não conseguimos conciliar, lá tem q avançar o primo a irma o sogro etc etc etc... Penso que esse problema é extensivo a quase todos o militares da Guarda independente do sexo...
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por bardock em Sex 18 Maio 2018, 21:35

Quando leio os comentários é que percebo porque é que tivemos mais de 100 anos a trabalhar as horas que os nossos comandantes quisessem.
Metam isto na cabeça:
Horário flexível é um direito de qualquer profissão;
Não é apenas para as mulheres, pode ser gozado pelos maridos e há muitos homens na GNR com esse direito;
Quando se coloca horário flexível perde-se automaticamente o direito ao suplemento de escala variável.
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Mensagem por zemanias em Sex 18 Maio 2018, 23:13

DNS escreveu:Em tempos fui escalador no meu anterior Posto. Por causa de 4 das 5 raparigas pertencentes ao efetivo, a escala era um pesadelo. Quem acabava por sofrer eram os restantes 12 militares masculinos, pois eram eles sempre de noite, de tarde e de fim de semana e feriados. As meninas ganhavam tudo, incluindo todos os suplementos ao máximo e passeavam a pistola das 10h às 16h. VERGONHOSO.
Se recebiam o suplemento de escala com horário flexível é porque o mapa de abonos estava mal preenchido.
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Mensagem por ML em Sex 18 Maio 2018, 23:32

bardock escreveu:Quando leio os comentários é que percebo porque é que tivemos mais de 100 anos a trabalhar as horas que os nossos comandantes quisessem.
Metam isto na cabeça:
Horário flexível é um direito de qualquer profissão;
Não é apenas para as mulheres, pode ser gozado pelos maridos e há muitos homens na GNR com esse direito;
Quando se coloca horário flexível perde-se automaticamente o direito ao suplemento de escala variável.
Fixe mt bem
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Pardal em Sex 18 Maio 2018, 23:40

Todos os argumentos têm fundamentação, o problema disto tudo, é que para haver Militares com horários flexíveis, tem que haver outros que preencham as lacunas! (O que também não é justo) Isto não se trata de negar direitos, mas sim, que de uma vez por todas, as pessoas têm de perceber que a carreira que escolheram tem condicionantes.
Não conheço a situação nem a vou julgar, mas se não houver rigor na avaliação, e na concessão deste tipo de direitos e horários, então um dia a Guarda vai parar, porque aqueles que têm a noção da carreira que escolheram, vão esquecer que têm sogra, sogro, mãe, pai, irmão e por ai fora etc. etc. etc.
E digo isto, porque até podemos ter um Posto ou qualquer outro serviço que funcione 24/24 com 60 Militares, mas se 55 decidirem que têm direito horário flexível (entre outras coisas) então mais vale repensar isto tudo.
Conheço sítios onde esta e outras situações estão a minar completamente a sã convivência entre as pessoas, onde excelentes Militares com longa e meritória carreira na rua, estão a ficar esgotados emocionalmente, porque as excepções estão a passar a regra.
Compreendo perfeitamente a dificuldade de quem tem o dever de decidir e comandar, não é fácil…

E digo isto com conhecimento de causa, bem-haja a minha Sogra!!!!!!
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Mensagem por bardock em Sab 19 Maio 2018, 06:39

Pardal escreveu:Todos os argumentos têm fundamentação, o problema disto tudo, é que para haver Militares com horários flexíveis, tem que haver outros que preencham as lacunas! (O que também não é justo) Isto não se trata de negar direitos, mas sim, que de uma vez por todas, as pessoas têm de perceber que a carreira que escolheram tem condicionantes.
Não conheço a situação nem a vou julgar, mas se não houver rigor na avaliação, e na concessão deste tipo de direitos e horários, então um dia a Guarda vai parar, porque aqueles que têm a noção da carreira que escolheram, vão esquecer que têm sogra, sogro, mãe, pai, irmão e por ai fora etc. etc. etc.
E digo isto, porque até podemos ter um Posto ou qualquer outro serviço que funcione 24/24 com 60 Militares, mas se 55 decidirem que têm direito horário flexível (entre outras coisas) então mais vale repensar isto tudo.
Conheço sítios onde esta e outras situações estão a minar completamente a sã convivência entre as pessoas, onde excelentes Militares com longa e meritória carreira na rua, estão a ficar esgotados emocionalmente, porque as excepções estão a passar a regra.
Compreendo perfeitamente a dificuldade de quem tem o dever de decidir e comandar, não é fácil…

E digo isto com conhecimento de causa, bem-haja a minha Sogra!!!!!!
Em relação à isso o CARI ordenou aos comandantes que colocassem estes militares preferencialmente  em funções que não interfiram  com o serviço, o que se vê é que quando há uma vaga numa dessas funções ela é sempre preenchida por um militar com horário completo. Isso é que prejudica os outros. Façam uma boa gestão de recursos humanos e vão ver que esses problemas desaparecem.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por msm em Dom 20 Maio 2018, 03:00

Acho muito bem que se facilite a vida a essas pessoas. Já não acho é muita piada quando vejo a minha escala entrar em turbilhão por causa das amamentações, aulas, exames, e outras situações que embora sejam justas acabam por criar problemas e injustiças em terceiros.
Não sei como é na GNR, mas na PSP há muitos serviços e organismos onde essas "regalias" de alguns têm como consequência o prejuízo de outros.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por moralez em Dom 20 Maio 2018, 10:33

msm escreveu:Acho muito bem que se facilite a vida a essas pessoas. Já não acho é muita piada quando vejo a minha escala entrar em turbilhão por causa das amamentações, aulas, exames, e outras situações que embora sejam justas acabam por criar problemas e injustiças em terceiros.
Não sei como é na GNR, mas na PSP há muitos serviços e organismos onde essas "regalias" de alguns têm como consequência o prejuízo de outros.
Há-de ser igual...
Se uns só podem fazer manhãs, os outros fazem mais tardes e noites. A escala roda de forma mais curta.

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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 20 Maio 2018, 12:25

Isto é o que dá quererem tornar/equiparar estas instituições policiais e militares como se de qualquer função publica ou privada se tratasse. 

Aliás, e começa logo por alguns dos seus membros que, após ingressarem nestas instituições, começam desde logo a reclamar e a reivindicar por situações/condições/direitos como se tivessem ingressado numa repartição publica das finanças, dos registos e notariados, numa Câmara Municipal, numa escola, numa loja, num escritório, num tribunal, nos correios etc. etc. onde por norma se trabalha das 09 às 17 de segunda a sexta feira durante o ano inteiro.

A estas pessoas tem de ser perguntado, será que quando vieram para estas instituições vieram obrigados?

Como se não bastassem já as situações normais infelizmente resultantes do desgaste do serviço e que são imensas, como por exemplo os serviços moderados resultantes de acidentes, doenças, mazelas etc. a que ninguém está imune e que todos rezam para que não lhes aconteçam a eles, assim como do cada vez mais envelhecido efetivo. Em que depois os militares não podem fazer determinados serviços, não podem usar arma, conduzir viaturas, animais, embarcações, fazer serviço noturno, patrulhas, atendimentos etc. junta-se toda esta mescla de situações nada compatíveis com o dever de disponibilidade a que as funções policiais/militares exigem.

Há quem diga que se nada for feito para contrariar isto, poderão estar em causa a existência e a utilidade destas instituições e a missão para a qual existem, que é simplesmente a segurança de todos nós.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por MiguelBarrancos em Dom 20 Maio 2018, 16:16

Então mas se no meu Posto estiverem 4 militares na secretaria, sem qualquer tipo de limitação,  e um camarada da patrulha pedir horário flexível, porque não passa o colega do horário flexível para a secretaria, e o colega da secretaria para a patrulha?  Pronto, estava a gestão feita... Mas não! Esses são intocáveis.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por gandamano em Seg 21 Maio 2018, 15:38

jrafa1982 escreveu:Apenas uma nota de elogio e apreço pela coragem  para a militar que contra tudo e todos pôs a providencia cautelar.... Agora não me venham com tretas disto e daquilo, se o tribunal deu razão é porque existe legalidade....

o tribunal deu razão ou só aceitou a providência???
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por gandamano em Seg 21 Maio 2018, 15:51

MiguelBarrancos escreveu:Então mas se no meu Posto estiverem 4 militares na secretaria, sem qualquer tipo de limitação,  e um camarada da patrulha pedir horário flexível, porque não passa o colega do horário flexível para a secretaria, e o colega da secretaria para a patrulha?  Pronto, estava a gestão feita... Mas não! Esses são intocáveis.

Pois... o problema são os camaradas da secretaria... 
E o chefe ou comandante já não pode escolher quem quer a trabalhar com ele?? Passa a ser por imposição dos militares (roncas)???
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por MiguelBarrancos em Seg 21 Maio 2018, 18:45

Não é essa a questão. Assim fica com dois impedidos em vez de apenas um.
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Mensagem por jjgc em Seg 21 Maio 2018, 21:19

MiguelBarrancos escreveu:Então mas se no meu Posto estiverem 4 militares na secretaria, sem qualquer tipo de limitação,  e um camarada da patrulha pedir horário flexível, porque não passa o colega do horário flexível para a secretaria, e o colega da secretaria para a patrulha?  Pronto, estava a gestão feita... Mas não! Esses são intocáveis.
Isso é geral.... das 09H00 as 16H00 de terça a quinta.....é só prós afilhados ....
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Mensagem por Edr See em Seg 21 Maio 2018, 22:52

Já há muito tempo que ando a dizer que o horário flexível é incompatível com o serviço operacional, esses militares,durante a vigência do horário deveriam ser colocados nos serviços administrativos!
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Mensagem por Estranho em Qui 24 Maio 2018, 23:16

gandamano escreveu:
MiguelBarrancos escreveu:Então mas se no meu Posto estiverem 4 militares na secretaria, sem qualquer tipo de limitação,  e um camarada da patrulha pedir horário flexível, porque não passa o colega do horário flexível para a secretaria, e o colega da secretaria para a patrulha?  Pronto, estava a gestão feita... Mas não! Esses são intocáveis.

Pois... o problema são os camaradas da secretaria... 
E o chefe ou comandante já não pode escolher quem quer a trabalhar com ele?? Passa a ser por imposição dos militares (roncas)???
claro que sim! podia aproveitar para chefiar ou comandar também. estou em crer que ao faze-lo convenientemente teria menos de metade das confusões.
acredito que, se em vez de quererem estar rodeados por amigos, considerassem as aptidões dos militares, não só havia menos discussões como a qualidade do serviço seria superior.
utopia eu sei, mas quando se vê um militar com o mesmo horário que o outro e dizer que um é "flexível" e outro é "privilegiado", algo está mal. pior ainda quando se apontam dedos é à "flexibilidade".
a chefia não só devia escolher com quem trabalha, como devia chefiar.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 25 Maio 2018, 00:48

No meio desta novela e propaganda toda, e além do que atrás já foi dito em relação ao ter que se levar ou não os filhos para o Posto, é caso para perguntar também: será que estas pessoas ainda não repararam que existem amas, que servem precisamente para deixar os filhos sempre que não há outra possibilidade ou solução?
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Serralha em Sex 25 Maio 2018, 11:35

Eu vou dar o meu exemplo pessoal...mulher enfermeira e eu militar da Guarda (patrulheiro): A mulher pôs o horário flexível. Simplesmente a entidade patronal dela não funciona como a nossa, ou seja, o horário flexível foi autorizado e tem que ser constantemente renovado. De salientar que no primeiro ano foi autorizado superiormente mediante um primeiro aval do chefe directo. No segundo ano já foi mais complicado, mas acabou por novamente ser autorizado...Na Guarda é bem mais fácil lol
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Mensagem por DNS em Sex 25 Maio 2018, 14:01

Resumindo:
Em determinada altura da vida, as mulheres guardas engravidam, ficam na secretaria e os camaradas que lá estão (por merito, amizade, etc) são chutados.
Vamos então chegar a um ponto em que só vai haver mulheres na secretaria das 09 às 17, de segunda a sexta.
Alteração ao Regulamento geral:
1. A mulher guarda é patrulheira até engravidar;
2. Após gravides a mulher passa para a secretaria e passa a trabalhar 09/17 de segunda a sexta, o resto da vida;
3. O guarda homem ganha o mesmo e trabalha no horário que a mulher guarda não quer, à partida, estará sempre 16/24 e 00/08;
4. O homem Guarda só vai para uma secretaria se não houver nenhuma mulher com intenções de engravidar;
5. Se o homem for para a secretaria só fica enquanto a mulher interessada em engravidar não tiver interesse em fazer 09/17 de segunda a sexta;
6. Assim que a mulher Guarda pensar em engravidar, o homem Guarda deve ceder de imediato o seu lugar;
7. Situações de risco só vão guardas homens;
8. Piquetes 00/08 e 16/24 continuam a não ser feitos por 2 mulheres, no minimo 1 homem que mesmo que não lhe calhe, avança como sempre tem sido;
9. Gratificados: Bom aí, se forem bons, as mulheres.... bom aí já podem, mesmo que não usem arma....
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 25 Maio 2018, 14:21

Pergunta: se uma militar mulher, que se não tiver horário flexível amanhã de manhã vai ter de levar o filho com ela para o Posto, e se no decurso do serviço de hoje fizer uma detenção em que amanhã de manhã vai ter que ir a tribunal como é que faz, em vez de levar o filho para o Posto leva-o para o tribunal?
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Bferreira em Sex 25 Maio 2018, 15:53

bardock escreveu:Quando leio os comentários é que percebo porque é que tivemos mais de 100 anos a trabalhar as horas que os nossos comandantes quisessem.
Metam isto na cabeça:
Horário flexível é um direito de qualquer profissão;
Não é apenas para as mulheres, pode ser gozado pelos maridos e há muitos homens na GNR com esse direito;
Quando se coloca horário flexível perde-se automaticamente o direito ao suplemento de escala variável.
Esse é também um dos problemas, só perderem os suplemento de escala, porque o serviço de noite ao fim de semana e com tudo o que dai advém não pode valer só o suplemento de escala porque assim sai barato e acho que todos os patrulheiros o devolviam de bom grado só para não fazer o horário "inflexível".
Há mais soluções mas que pense quem é pago para isso.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 25 Maio 2018, 17:20

https://www.facebook.com/Associacao.dos.Profissionais.da.Guarda/videos/vb.619090414857092/1370708136361979/?type=2&theater

Gosto muito de ver os programas do Sr. Hernâni, mas ver uma novela como esta, por amor da Santa.

Então mas como é que fazem com os filhos um casal de enfermeiros ou de outra profissão qualquer com horários desencontrados?

Será que este tipo de casais não têm também horários para cumprir e não podem falhar?

Então se os militares que não podem usar arma por qualquer motivo como doença, gravidez etc., como é que podem fazer os gratificados uma vez que não podem fazer serviços no exterior?

De uma vez por todas, como é que uma pessoa ingressa na GNR e depois quer ter horários de função pública de segunda a sexta das 09 às 17?
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por bardock em Sab 26 Maio 2018, 11:52

Guarda que anda à linha escreveu:
https://www.facebook.com/Associacao.dos.Profissionais.da.Guarda/videos/vb.619090414857092/1370708136361979/?type=2&theater
Gosto muito de ver os programas do Sr. Hernâni, mas ver uma novela como esta, por amor da Santa.
Então mas como é que fazem com os filhos um casal de enfermeiros ou de outra profissão qualquer com horários desencontrados?
Será que este tipo de casais não têm também horários para cumprir e não podem falhar?
Então se os militares que não podem usar arma por qualquer motivo como doença, gravidez etc., como é que podem fazer os gratificados uma vez que não podem fazer serviços no exterior?
De uma vez por todas, como é que uma pessoa ingressa na GNR e depois quer ter horários de função pública de segunda a sexta das 09 às 17?
Esses teus comentários que fazes constantemente no intuito de agitar as opiniões com argumentos falsos não levam a mais nada que não seja ao mau estar e à divisão dentro da instituição.
Os enfermeiros os médicos os juízes os procuradores trabalhadores públicos e privados e até o MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS (pode ir consultar o estatuto) têm direito a ter um horário flexível.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sab 26 Maio 2018, 12:29

bardock escreveu:
Guarda que anda à linha escreveu:
https://www.facebook.com/Associacao.dos.Profissionais.da.Guarda/videos/vb.619090414857092/1370708136361979/?type=2&theater
Gosto muito de ver os programas do Sr. Hernâni, mas ver uma novela como esta, por amor da Santa.
Então mas como é que fazem com os filhos um casal de enfermeiros ou de outra profissão qualquer com horários desencontrados?
Será que este tipo de casais não têm também horários para cumprir e não podem falhar?
Então se os militares que não podem usar arma por qualquer motivo como doença, gravidez etc., como é que podem fazer os gratificados uma vez que não podem fazer serviços no exterior?
De uma vez por todas, como é que uma pessoa ingressa na GNR e depois quer ter horários de função pública de segunda a sexta das 09 às 17?
Esses teus comentários que fazes constantemente no intuito de agitar as opiniões com argumentos falsos não levam a mais nada que não seja ao mau estar e à divisão dentro da instituição.
Os enfermeiros os médicos os juízes os procuradores trabalhadores públicos e privados e até o MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS (pode ir consultar o estatuto) têm direito a ter um horário flexível.

"têm direito a ter um horário flexível."

Então e os militares da GNR não têm também? Até os homens têm, que pode ser gozado em substituição da mulher que abdicou dele.

Meu caro, não é isso que está em causa. O que está em causa é deixar e permitir-se cair o nome da instituição na praça pública colocando-o na lama com reivindicações tão estúpidas, como por exemplo dizer-se que tem de se levar os filhos para os Postos, ou do tipo instalar a cadeirinha no carro patrulha, entre outros. Com observações e argumentos como estes estamos a fazer figura de anjinhos, para não dizer também de coitadinhos, na praça publica, denegrindo a nossa imagem, e que em nada nos dignifica. Basta ver e ouvir os comentários nos mais variados locais, que se seguem a seguir ao conhecimento destes argumentos.

Em relação aos outros setores que refere, e bem. Por acaso, já ouviu alguma vez os militares das forças armadas dizerem que levam os filhos para o quartel, para os barcos, para os aviões ou para os tanques de guerra? Ou que os juízes e os procuradores levam os filhos para os tribunais? Ou que os professores levam os filhos para a escola?

E não, nunca será necessário levar os filhos para os Postos ou instalar as cadeirinhas nos carros patrulhas. Para não se chegar a esse ponto, em ultimo caso e como ultimo recurso, basta contratar uma ama.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por bardock em Dom 27 Maio 2018, 01:30

Camarada claro que não ouvi. E tem toda a razão em dizer que isso é preocupante, mas é porque não foi cumprida a lei e as indicações dadas pelo comando da Guarda. 
Se fosse cumprido o que estava determinado isto não tinha acontecido.
O facto de um militar exigir um direito seu em tribunal nunca pode ser tido como preocupante.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 27 Maio 2018, 13:09

bardock escreveu:Camarada claro que não ouvi. E tem toda a razão em dizer que isso é preocupante, mas é porque não foi cumprida a lei e as indicações dadas pelo comando da Guarda. 
Se fosse cumprido o que estava determinado isto não tinha acontecido.
O facto de um militar exigir um direito seu em tribunal nunca pode ser tido como preocupante.


Meu caro, sabe o que é que é preocupante e que eu não vejo ninguém preocupar-se com isso, e que são questões relacionadas com o nosso serviço, a nossa missão e a nossa condição de militares? Pois bem, eu explico. A Guarda é um dos organismos do estado onde mais profissionais são agredidos, feridos e mortos em serviço.

Em tempo de paz (estivemos em guerra na ultima vez na altura das guerras no ultramar) são agredidos, feridos e mortos em serviço mais militares da GNR do que os próprios militares das Forças Armadas que, apesar de tudo, estão quase sempre empenhados em cenários de guerra, como atualmente na RCA e no Afeganistão, entre outros.

Se reparar nas ordens de serviço dos vários comandos/unidades, são dezenas de militares por dia que lá constam que têm este ou aquele problema de saúde, que estão dispensados deste ou daquele serviço (muitos a titulo definitivo), que não podem usar arma, a quem lhe são atribuídos dias e dias de baixa pelas juntas de saúde ou pelo médico de família, com claros prejuízos financeiros e outros para eles, assim como com claros prejuízos em termos operacionais para a instituição.

Hoje, por mais que alguns não queiram ver e por mais que outros tentem ocultar e esconder, temos um efetivo muito mais velho, e doente do que tínhamos há dez anos atrás. E se nada for feito para o contrariar, daqui a dez anos vamos te-lo mais velho e mais doente ainda do que o que temos hoje.

Ao mesmo tempo que isto está a acontecer, e que assistimos a este acentuar do envelhecimento do efetivo que, por arrastamento, irá sobrecarregar o serviço dos mais novos, porque quando os mais velhos não puderem, vai sobrar sempre para os mais novos. E aqui entramos num circulo vicioso em que se nada for feito, toda a operacionalidade da instituição, a instituição, e, por fim, a segurança de todos nós irá ser posta em causa. A segurança de quem a faz, que vão ter de a desempenhar cada vez mais velhos e debilitados física e psicologicamente, e a de quem vai precisar dela que vê as condições daqueles que a prestam degradarem-se de dia para dia e que depois se vai refletir em todos nós enquanto cidadãos.

Isto sim é que é preocupante e que a todos devia preocupar, e que em tempos houve associações que se preocupavam com isto. Mas, infelizmente, não é isso a que assistimos nos últimos tempos. O que interessa é reclamar e reivindicar de forma populista por tudo e mais alguma coisa que não tenha nada a ver com a nossa situação de militares e policias, como se o que nos é exigido hoje é menor, menos perigoso, menos penoso, menos exigente e menos desgastante do que o que nos foi exigido ontem.

Muito pelo contrário, cada vez a sociedade nos exige mais, cada vez mais o mudo que nos rodeia está mais instável e perigoso, o que, inevitavelmente, fará sempre que, infelizmente, nós, militares da Guarda, no desempenho do nosso serviço e no cumprimento da nossa missão, vamos continuar sempre a sermos agredidos, feridos e mortos em serviço.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por DNS em Dom 27 Maio 2018, 17:01

Guarda que anda à linha escreveu:
bardock escreveu:Camarada claro que não ouvi. E tem toda a razão em dizer que isso é preocupante, mas é porque não foi cumprida a lei e as indicações dadas pelo comando da Guarda. 
Se fosse cumprido o que estava determinado isto não tinha acontecido.
O facto de um militar exigir um direito seu em tribunal nunca pode ser tido como preocupante.


Meu caro, sabe o que é que é preocupante e que eu não vejo ninguém preocupar-se com isso, e que são questões relacionadas com o nosso serviço, a nossa missão e a nossa condição de militares? Pois bem, eu explico. A Guarda é um dos organismos do estado onde mais profissionais são agredidos, feridos e mortos em serviço.
Em tempo de paz (estivemos em guerra na ultima vez na altura das guerras no ultramar) são agredidos, feridos e mortos em serviço mais militares da GNR do que os próprios militares das Forças Armadas que, apesar de tudo, estão quase sempre empenhados em cenários de guerra, como atualmente na RCA e no Afeganistão, entre outros.
Se reparar nas ordens de serviço dos vários comandos/unidades, são dezenas de militares por dia que lá constam que têm este ou aquele problema de saúde, que estão dispensados deste ou daquele serviço (muitos a titulo definitivo), que não podem usar arma, a quem lhe são atribuídos dias e dias de baixa pelas juntas de saúde ou pelo médico de família, com claros prejuízos financeiros e outros para eles, assim como com claros prejuízos em termos operacionais para a instituição.
Hoje, por mais que alguns não queiram ver e por mais que outros tentem ocultar e esconder, temos um efetivo muito mais velho, e doente do que tínhamos há dez anos atrás. E se nada for feito para o contrariar, daqui a dez anos vamos te-lo mais velho e mais doente ainda do que o que temos hoje.
Ao mesmo tempo que isto está a acontecer, e que assistimos a este acentuar do envelhecimento do efetivo que, por arrastamento, irá sobrecarregar o serviço dos mais novos, porque quando os mais velhos não puderem, vai sobrar sempre para os mais novos. E aqui entramos num circulo vicioso em que se nada for feito, toda a operacionalidade da instituição, a instituição, e, por fim, a segurança de todos nós irá ser posta em causa. A segurança de quem a faz, que vão ter de a desempenhar cada vez mais velhos e debilitados física e psicologicamente, e a de quem vai precisar dela que vê as condições daqueles que a prestam degradarem-se de dia para dia e que depois se vai refletir em todos nós enquanto cidadãos.
Isto sim é que é preocupante e que a todos devia preocupar, e que em tempos houve associações que se preocupavam com isto. Mas, infelizmente, não é isso a que assistimos nos últimos tempos. O que interessa é reclamar e reivindicar de forma populista por tudo e mais alguma coisa que não tenha nada a ver com a nossa situação de militares e policias, como se o que nos é exigido hoje é menor, menos perigoso, menos penoso, menos exigente e menos desgastante do que o que nos foi exigido ontem.
Muito pelo contrário, cada vez a sociedade nos exige mais, cada vez mais o mudo que nos rodeia está mais instável e perigoso, o que, inevitavelmente, fará sempre que, infelizmente, nós, militares da Guarda, no desempenho do nosso serviço e no cumprimento da nossa missão, vamos continuar sempre a sermos agredidos, feridos e mortos em serviço.
E vamos mesmo. Porquê?
Porque quem agride sabe que nada ou quase nada acontece.

Se agredirmos um jogador da bola ---- prisão preventiva
Se agredirmos um Guarda --- TIR
Se ameaçar ou injuriar um juiz -- prisão preventiva
Se ameaçar ou injuriar um Guarda --- TIR
Se invadir um centro de treinos da bola --- Terrrorismo
Se invadir um Posto da Guarda ou da Policia --- Policias arguidos
Se formos agentes da PSP --- escalões debloqueados ( E MUITO BEM)
Se formos militares da GNR --- pouco barulho

Sindicatos da PSP --- lutam pelos direitos, discutem assuntos de interesse, salvaguardam interesses, garantias.
Associações da GNR --- Aspig (reativação da BT), APG (diz que mete processos tipo horario e é tão eficaz que a propria lei sai primeiro que a decisão do tribunal)... de resto nada de interesse!
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por PLPG em Ter 29 Maio 2018, 17:00

zemanias escreveu:
DNS escreveu:Em tempos fui escalador no meu anterior Posto. Por causa de 4 das 5 raparigas pertencentes ao efetivo, a escala era um pesadelo. Quem acabava por sofrer eram os restantes 12 militares masculinos, pois eram eles sempre de noite, de tarde e de fim de semana e feriados. As meninas ganhavam tudo, incluindo todos os suplementos ao máximo e passeavam a pistola das 10h às 16h. VERGONHOSO.
Se recebiam o suplemento de escala com horário flexível é porque o mapa de abonos estava mal preenchido.
Tenho a ideia que são mal preenchidos em todos os postos.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por gomesarcos em Qui 31 Maio 2018, 19:36

Ao colocar o horário flexível/amamentação/etc.., automaticamente o comando corta o subsidio de escala.
O posto não risca nisso! Não inventem!
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por PLPG em Sex 01 Jun 2018, 10:38

Por mim deviam acabar com as secretarias nos postos e nos destacamentos. Esse serviço devia ser desempenhado por civis. Devia haver apoios da parte da instituição para acabar com os horarios flexíveis, por exemplo pagar custas com amas e afins.
Eu próprio estou a ponderar meter horário flexível, ainda nao o fiz porque gosto de serviço exterior, porqu a esposa trabalha até tarde estou sempre dependente de trocas e não temos família na zona.
Cada situação é uma situação um ordenado de guarda e um part-time ou ordenado mínimo nao é fácil pagar a uma ama e fazer face ao resto das despesas.
Bem vistas as coisas compensa meter horário flexível.
Evidente que para muitos é uma estratégia de fugir ao serviço exterior territorial, mas a culpa é da instituição, porque não há insentivos.
Os nossos comandantes tem muita falta de visão, só pensam na ascensão na carreira... é de admirar é as coisas não estarem pior do que estão.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Helder1980 em Sab 02 Jun 2018, 21:20

ML escreveu:
bardock escreveu:Quando leio os comentários é que percebo porque é que tivemos mais de 100 anos a trabalhar as horas que os nossos comandantes quisessem.
Metam isto na cabeça:
Horário flexível é um direito de qualquer profissão;
Não é apenas para as mulheres, pode ser gozado pelos maridos e há muitos homens na GNR com esse direito;
Quando se coloca horário flexível perde-se automaticamente o direito ao suplemento de escala variável.
Fixe mt bem
Alguém com bom senso. E mais deviam era apoiar as vossas camaradas em fazer cumprir a lei parental.
Bem haja a todos
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por MiguelBarrancos em Dom 03 Jun 2018, 14:29

Apoiar os progenitores ? Isso que não! Se eu não tive essas benesses, eles também não podem ter! Onde já se viu? A prejudicar os camaradas na escala de serviço! Tadinhos! E tão revoltados com a situação, tantas tardes e noites,  que  até já nem engraxam nem passam multas! Tão descontentes que estão... E tão cansados que andam, esgotados, que nem ao medico vão pedir uns dias de descanso...
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por DNS em Dom 03 Jun 2018, 18:07

Helder1980 escreveu:
ML escreveu:
bardock escreveu:Quando leio os comentários é que percebo porque é que tivemos mais de 100 anos a trabalhar as horas que os nossos comandantes quisessem.
Metam isto na cabeça:
Horário flexível é um direito de qualquer profissão;
Não é apenas para as mulheres, pode ser gozado pelos maridos e há muitos homens na GNR com esse direito;
Quando se coloca horário flexível perde-se automaticamente o direito ao suplemento de escala variável.
Fixe mt bem
Alguém com bom senso. E mais deviam era apoiar as vossas camaradas em fazer cumprir a lei parental.
Bem haja a todos

E devia agradecer papar 3 ou 4 noites por semana e/ou 3 ou 4 tardes por semana.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por bardock em Seg 04 Jun 2018, 07:25

DNS escreveu:
Helder1980 escreveu:
ML escreveu:
Fixe mt bem
Alguém com bom senso. E mais deviam era apoiar as vossas camaradas em fazer cumprir a lei parental.
Bem haja a todos

E devia agradecer papar 3 ou 4 noites por semana e/ou 3 ou 4 tardes por semana.
Camarada e isso é culpa de que exerce os seus direitos ou é culpa da falta de efetivos nos postos?
Se os direitos existem são para ser reividincados.
Se assim não for corremos o risco de voltar à escravidão e a trabalhar 24h de plantão mais 4 de apeada...
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Helder1980 em Seg 04 Jun 2018, 09:59

Enfim, tanto havia a dizer mas... Agora uma instituição que tem como missão, (entre outras) fazer os cidadãos cumprirem as leis, e no fim ela própria não a cumprem... Dá para refletir...
Bem haja a todos
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por PLPG em Qua 13 Jun 2018, 10:07

Ridiculo é  o filme que o meu comando faz por causa das licenças de parentalidade.  Quando fui pai em vez de ajudar a minha esposa passei o tempo a ir ao posto ao comando à segurança social. Com um recem nascido e mulher com pontos andar as voltas para papéis que não servem para nada. Isso e que devia vir a público
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por flipa17 em Qui 14 Jun 2018, 00:19

Tem toda a razão.. passaportes, requerimentos, papéis e papelinhos, burocracia desnecessária. Já e mais do que tempo da guarda se modernizar. Ficou parada a 50 anos atrás.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Paulo B em Sex 15 Jun 2018, 09:45

Embora perceba, mas nesta questão dos filhos, as mulheres na Guarda não são descriminadas. São apenas tratadas como seriam se trabalhassem no privado.
 Logo este não é um problema da guarda, mas sim , do nosso País.

Ou alguém acha que as mulheres que trabalham no privado, têm mais dias para ficar com os filhos? Ou acham que as que trabalharem por turnos, os patrões as dispensaram das noites e pagam-lhe o salário por igual??

ou será que essas não são mulheres, como as que estão na Guarda? 

Realmente.....que se reivindique melhores condições, de acordo. Mas há coisas que parecem mais querer ser benefícios, do que igualdades.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Helder1980 em Sex 15 Jun 2018, 10:23

Paulo B escreveu:Embora perceba, mas nesta questão dos filhos, as mulheres na Guarda não são descriminadas. São apenas tratadas como seriam se trabalhassem no privado.
 Logo este não é um problema da guarda, mas sim , do nosso País.

Ou alguém acha que as mulheres que trabalham no privado, têm mais dias para ficar com os filhos? Ou acham que as que trabalharem por turnos, os patrões as dispensaram das noites e pagam-lhe o salário por igual??

ou será que essas não são mulheres, como as que estão na Guarda? 

Realmente.....que se reivindique melhores condições, de acordo. Mas há coisas que parecem mais querer ser benefícios, do que igualdades.
Caro camarada, as ,"regalias", são iguais no privado como no público. Estão diapensadas de trabalhar por turnos, claro que se não fazem turnos, não ganham o subsídio de turno. Têm direito a horário flexivel, e se tal não for possível é negociado com a entidade patronal um que seja possível . A questão não é as diferenças até porque a lei é igual mas sim a vossa instituição não querer cumprir a lei.
Bem haja a todos.
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Mensagem por иuησ em Sex 15 Jun 2018, 12:33

Helder1980 escreveu:
Caro camarada, as ,"regalias", são iguais no privado como no público. Estão diapensadas de trabalhar por turnos, claro que se não fazem turnos, não ganham o subsídio de turno. Têm direito a horário flexivel, e se tal não for possível é negociado com a entidade patronal um que seja possível . A questão não é as diferenças até porque a lei é igual mas sim a vossa instituição não querer cumprir a lei.
Bem haja a todos.

Ainda vou mais longe um pouco... O grande problema foi a própria instituição que não se actualizou no tempo e na questão dos direitos fundamentais laborais. Indo mais longe ainda, nem a instituição e nem grande partes dos seus "trabalhadores"...
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por DNS em Sex 15 Jun 2018, 18:48

иuησ escreveu:
Helder1980 escreveu:
Caro camarada, as ,"regalias", são iguais no privado como no público. Estão diapensadas de trabalhar por turnos, claro que se não fazem turnos, não ganham o subsídio de turno. Têm direito a horário flexivel, e se tal não for possível é negociado com a entidade patronal um que seja possível . A questão não é as diferenças até porque a lei é igual mas sim a vossa instituição não querer cumprir a lei.
Bem haja a todos.

Ainda vou mais longe um pouco... O grande problema foi a própria instituição que não se actualizou no tempo e na questão dos direitos fundamentais laborais. Indo mais longe ainda, nem a instituição e nem grande partes dos seus "trabalhadores"...
E eu vou mais longe:
A determinada altura às mulheres mães não lhes interessa ser guardas, trabalhar por turnos, fazer noites, feriados e fins de semana.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Tiago Alves em Sex 15 Jun 2018, 19:52

DNS escreveu:
иuησ escreveu:
Helder1980 escreveu:
Caro camarada, as ,"regalias", são iguais no privado como no público. Estão diapensadas de trabalhar por turnos, claro que se não fazem turnos, não ganham o subsídio de turno. Têm direito a horário flexivel, e se tal não for possível é negociado com a entidade patronal um que seja possível . A questão não é as diferenças até porque a lei é igual mas sim a vossa instituição não querer cumprir a lei.
Bem haja a todos.

Ainda vou mais longe um pouco... O grande problema foi a própria instituição que não se actualizou no tempo e na questão dos direitos fundamentais laborais. Indo mais longe ainda, nem a instituição e nem grande partes dos seus "trabalhadores"...
E eu vou mais longe:
A determinada altura às mulheres mães não lhes interessa ser guardas, trabalhar por turnos, fazer noites, feriados e fins de semana.
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Há quem diga que algumas deixam de ser “ guardas”, para ser mães desorientado
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Helder1980 em Sex 15 Jun 2018, 21:35

E porquê só as mulheres? Se você fosse pai solteiro/viúvo etc...( Deus queira que não) e tivesse colocado numa terra sem famíliar nenhum, ou tinha muito dinheiro para pagar a uma ama que ganha mais a hora que você ou para não deixar de ser guarda. Sim guarda primeiro, pai depois só quando o seu superior quiser, porque esses tem amas que utilizam arma e em Milfontes o filho do sargento ate tinha uma ama que levava o filho a escola num carro dizendo GNR. Reivindiquem os vossos direitos ou qualquer dia em vez de guardas são empregados dos vossos superiores. 
Bem haja a todos
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