Polícia envelhecida. Média de idades da PSP já está nos 45 anos

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Em Curso Polícia envelhecida. Média de idades da PSP já está nos 45 anos

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qua 15 Ago 2018, 15:53

Polícia envelhecida. Média de idades da PSP já está nos 45 anos
https://ionline.sapo.pt/622516?source=social
http://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/comandante-aponta-a-falha-de-120-membros-na-psp-do-porto?utm_medium=Social
O processo do envelhecimento/redução/fragilização física e psicológica dos efetivos policiais e militares iniciado em 2005, já está a produzir os seus efeitos desejados.
Adivinhem lá que é que, em 2005, iniciou este processo?
Será que os que iniciaram este processo de envelhecimento dos efetivos policiais/militares, perante estes resultados agora conhecidos se sentirão realizados?
Na altura, muitos responsáveis com responsabilidade, comandantes destas instituições assim como políticos na oposição, alertaram para os efeitos nefastos e desastrosos que estas medidas iriam provocar, a prazo, nas instituições policiais e militares. Alguns apontaram mesmo o prazo destes efeitos nefastos se começarem a fazer sentir, algures, próximo de 2020. Ora aí está o excelente resultado, na PSP já se está a fazer sentir há algum tempo e prestes a estourar.
Isto de não querer reconhecer estas funções, policiais/militares como de risco e de desgaste rápido (como aliás na maior parte dos países civilizados do mundo é). E tentar manter a todo o custo os efetivos policiais no ativo cada vez mais velhos, cada vez mais debilitados e desgastados física e psicologicamente, só para se dizer que se tem o numero de efetivos certo, e poupando assim uns trocos, mais tarde ou mais cedo irá partir estas instituições e por em causa o serviço por elas prestada. Ou seja, a segurança interna de todos nós. Como se costuma dizer, “o barato mais tarde ou mais cedo irá sair caro”. E o que nos vai sair caro vai ser a nossa segurança.
Até a nível de recrutamento interno dentro das instituições para o exercício de determinadas funções/especialidades, onde por norma o convite/recrutamento se faz ente os elementos mais novos, esta situação irá ser posta em causa, uma vez que a média de idades existente é cada vez mais elevada.
Imaginem esta situação a acontecer na Guarda, que é a instituição sem paralelo em Portugal, onde os militares prestam uma panóplia de serviços e missões, como a patrulha apeada, de moto, de carro, de bicicleta, a cavalo, de helicóptero, de barco/lanchas, as guardas de honra/serviço honorífico, escoltas, acompanhamentos, minas e armadilhas, ordem publica, ambiente e combate a incêndios etc. etc., com um efetivo com uma média etária cada vez mais elevada. Acham que esta instituição irá conseguir cumprir estas missões no futuro com um efetivo cada vez mais envelhecido?
Basta pormos os olhos no incêndio de Monchique, entre outros. E falo deste cenário porque é daqueles que está à vista de toda a gente do que é a nossa missão. Já (se) imaginaram os militares da Guarda com idades mais avançadas a socorrer pessoas e a evacuar populações no meio de um cenário como aquele?
Meus Senhores, se nada for feito para reverter o processo do envelhecimento dos efetivos das instituições militares e policiais, iniciado em 2005, cuidado, segurem-se, porque isto vai mesmo partir.
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