GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

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Em Curso GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Croco em Seg 20 Ago 2018, 12:48

GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas
 
Militares garantem que a GNR está “no fundo do poço”. Há postos que já não conseguem fazer patrulhamentos. Governo contratou estagiários, mas estes não podem atuar

A recente saída de cerca de meio milhar de guardas – na maioria, de postos territoriais – para o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), a valência da GNR que atua no combate aos incêndios, deixou a Guarda desfalcada e há postos que já não têm efetivo suficiente para assegurar patrulhamentos.

A denúncia é da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), a mais representativa do setor, que avisa que a GNR “está no fundo do poço” no que diz respeito aos recursos humanos. O presidente, César Nogueira, recorda que a escassez de militares não é de agora, mas o problema “agravou-se” desde o início do ano, após a contratação pelo governo de mais GIPS para o dispositivo de combate a incêndios. A força especial da GNR conta, desde meados de maio, com 1062 elementos – antes eram apenas 508. Boa parte dos restantes, cerca de 500, entraram na sequência da aprovação, em conselho de ministros, do novo modelo de articulação entre prevenção e combate aos incêndios. E, segundo César Nogueira, a “esmagadora maioria” destes novos elementos estavam a trabalhar em postos territoriais, que já estavam “desfalcados”.

Para colmatar as saídas, o Ministério da Administração Interna (MAI) abriu um concurso para 600 novos guardas em fevereiro deste ano. A formação deveria demorar cerca de nove meses, mas “a parte teórica foi abreviada” para apenas três e os novos guardas já estão no terreno a estagiar, tendo-se juntado a um outro grupo que já estava em estágio, proveniente de um concurso anterior que cumpriu os timings normais.

O problema é que estes novos elementos não estão ainda em condições de substituir os guardas que saíram para o GIPS. É que, por serem estagiários, a sua atuação no terreno é bastante limitada: não podem, por exemplo, mandar parar carros, andar armados ou conduzir viaturas da própria GNR. “Não são, ainda, agentes de autoridade. Além disso, não está sequer a haver tempo para os acompanhar como seria desejável”, acrescenta o presidente da APG.

A falta de pessoal já era um problema antes do reforço do GIPS. Na última década têm sido admitidos para a GNR cerca de 200 a 300 elementos por ano. Em contrapartida, têm saído para a reforma, todos os anos, uma média de 700 militares. “Porque as admissões, na década de 1980, eram a um ritmo de cerca de mil elementos por ano e esses elementos estão agora a atingir a idade da reforma”, explica César Nogueira.

Desde o início do ano, denuncia a APG, “a maioria dos postos deixaram de conseguir cumprir as patrulhas de rotina ou as ocorrências em todos os turnos”. Ou seja, há postos em que já nem sequer é possível ter dois guardas de serviço ao mesmo tempo.

Por isso, e ainda segundo o líder da APG, a estratégia seguida “um pouco por todo o país” tem passado pelos agrupamentos de postos: os efetivos de zonas vizinhas juntam-se e fazem escalas conjuntas. “Se num posto não há guardas à noite, o posto vizinho tenta assegurar o seu patrulhamento, ao mesmo tempo que assegura o patrulhamento da sua própria zona.” Entretanto, e também devido à falta de pessoal, os patrulhamentos de proximidade e de prevenção “estão a deixar de existir”.

Em tempos, recorda César Nogueira, os militares do GIPS “ajudavam” os colegas dos postos mas, entretanto, a prática “foi proibida” no interior da GNR. “Isto está a sobrecarregar os poucos militares que existem e que também têm de se ocupar de outras funções, burocráticas, e a prevenção está a ser deixada ao acaso. O combate aos incêndios é necessário, mas a prevenção da criminalidade também deveria ser importante, até porque também ajuda a prevenir os próprios incêndios”, defende o sindicalista. A APG garante que já transmitiu ao Ministério da Administração Interna e ao Comando-Geral da GNR a “situação de rutura” que existe no terreno – sem que, no entanto, tenham sido apresentadas “quaisquer soluções” ou sequer promessas de reforço de meios.

https://ionline.sapo.pt/artigo/623019/gnr-reforco-do-gips-deixou-postos-sem-guardas-para-fazer-patrulhas-?seccao=Portugal_i
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Gif em Seg 20 Ago 2018, 12:59

É o que faz o governo querer fazer omoletes sem ovos e misturar alhos com bogalhos, a gnr não são bombeiros, quem devia apagar fogos são os bombeiros e a vigilância das florestas ai sim, atribuída à gnr.
A fazer trapalhadas destas nunca mais a gnr se endireita.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por COELHO.X em Seg 20 Ago 2018, 13:02

Em tempo de guerra (incêndios) nao se limpam armas!!!
Para já interessa os incêndios depois majs lá para a frente pensa-se neste tipo de situações...
Ou não!!!!!!
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por MiguelBarrancos em Seg 20 Ago 2018, 14:07

Que mentira atrás de mentira...
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por GUARDA86 em Seg 20 Ago 2018, 16:47

Se os camaradas nos postos tivessem comandantes que não se preocupassem com as avaliações que os seus comandantes lhes dão não havia necessidade nenhuma de terem escrito tantas mentiras. Aliás os camaradas que concorreram ao GIPS muitos deles já tinham tido inúmeras possibilidades de concorrer e aproveitaram agora, alguns com as capacidades exigidas para ingresso bem inferiores a exigidas em cursos anteriores, mas isso isso sim é assunto de polémica pois significa que o que até agora era obrigatório ter 12 valores em todos os exercícios passou a deixar de ser. Como por exemplo camaradas no final do curso a ter de repetir as PAF´s não é isso ilegal.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Guarda que anda à linha em Seg 20 Ago 2018, 19:23

Meus Senhores, o problema do estado a que chegámos hoje não é culpa, ou por culpa do GIPS. O problema tem essencialmente a ver com o ataque cerrado sem precedentes que foi iniciado em 2005 a militares e policias, onde logicamente os militares da GNR e a instituição se incluem.

Até 2005, os militares da GNR abandonavam as funções após 36 anos de serviço ou 55 anos de idade (com percentagens, que o militar tem de pagar sempre - ou seja - ao contrário do que alguns dizem e que outros pensam, os militares da Guarda nunca vão ficar a dever nada ao estado nem a ninguém, antes pelo contrário, todo o tempo é pago até ao ultimo cêntimo) o que permitia que a instituição estivesse em constante renovação/rejuvenescimento. Aliás, isto, a constante renovação/rejuvenescimento, é o que acontece com estas instituições, militares/policiais em qualquer pais civilizado do mundo.

Se recuarmos até esse tempo, facilmente se constatará que o absentismo/baixas/serviços moderados eram em número muito inferior do que o que são hoje. Porquê, porque os militares iam envelhecer e adoecer em casa já fora do serviço activo.

É caso para perguntar: Sendo a GNR a instituição que é, sem paralelo em Portugal, com as funções e missões que tem atribuídas e que aliás continuam a ser as mesmas de ontem e até mais exigentes hoje, onde as principais exigências feitas aos militares são as condições físicas, psicológicas e mentais para o desempenho capaz da missão, e sobre as quais tem de se fazer testes aquando do ingresso, em que quem reprova não ingressa, o que não é feito em regra para as restantes profissões. Será que os políticos, os gestores, os decisores e os comandantes até aquela altura eram menos competentes e menos inteligentes do que os de hoje, por terem uma visão que defendia o referido rejuvenescimento e renovação da instituição ao contrário dos de hoje?

A partir dessa data (2005) teve inicio o descalabro. As percentagens passaram de 25% para 15% e o abandono das funções caminhou a passos largos para os 55 anos de idade e 36 anos de serviço. Que, apesar de tudo, ainda garantiria quase a todos os militares a saída aos 55 anos de idade. Ou seja, teve inicio o caminho em direcção ao envelhecimento acelerado dos militares da GNR.

A par disto, as entradas não foram acompanhando as saídas. Houve um ano em que presumo que só entraram duzentos e poucos militares. Em contrapartida, na categoria de oficiais, o número de ingressos é mais ou menos constante ao longo de todos estes anos, e que até agora os que vão entrando são em numero equiparado aos que saem.

Ou seja, perante este cenário negro, passamos a ter uma categoria de guardas/praças, a classe operária e base da instituição, a operacional, cada vez mais envelhecida. Em que chegamos ao cúmulo em que num posto de 17 militares, 8 tem mais de 50 anos, 4 têm mais de 45, 3 têm 40, e os restantes 2 tem menos de 30 e que por acaso o mais novo é o Cmdt de Posto.

Resumindo, a média etária que em 2005 estaria perto dos 38/40 anos, já deve estar hoje próxima dos 50.

Por este andar, como é que esta instituição vai funcionar um dia?

Mas, ainda não contentes com isso, os políticos, gestores e decisores de hoje (felizmente os comandantes não porque estão totalmente contra), em 2017 voltaram novamente à carga, e cravaram mais um prego no caixão para fazer o enterro a esta mui nobre instituição, através do novo estatuto.

E o que é que fizeram? Pois é, dignaram-se em fazer um estatuto onde já nem sequer percentagens (as tais que os militares têm de pagar sempre) existem, o que como está fácil de ver, ainda vai empurrar mais o efectivo em direcção a 3ª idade. Em que há quem preconize já, que no futuro, no fardamento/equipamento passaram também a fazer parte a bengala, a muleta e a algália.

Com estas medidas gravosas impostas à instituição e aos seus militares, a prazo, até a selecção/recrutamento para certas funções/especializações/serviços iram ser postos em causa.

Toda a gente sabe e compreende que as funções que os militares desempenham do ponto de vista da exigência, robustez e capacidades físicas, onde se tem de conduzir motos, automóveis, embarcações, cavalos, o serviço apeado, o serviço honorifico, as minas e armadilhas, o serviço do grupo de operações especiais, da UI, do GIPS, as escoltas, os acompanhamentos, o transporte de órgãos para transplante etc. etc. etc. serviços altamente exigentes, desgastantes, penosos e perigosos, que há uns anos atrás tinha uma base maior de recrutamento, porque o efectivo era todo muito mais novo. A partir de agora a base de recrutamento/escolha começa a encolher e a tornar-se muito mais difícil. Porque, como é fácil de constatar, passa a ser feito de entre e no meio de militares cada vez mais velhos, pondo em causa o desempenho e exequibilidade de todo um vasto conjunto de missões.

Portanto meus Senhores, se nada for feito para reverter o caminho iniciado em 2005, e que na altura os tais políticos, decisores, gestores e comandantes com visões diferentes sobre esta matéria dos que iniciaram este caminho como os de hoje, muito bem alertaram para os efeitos nefastos que tais medidas iriam (estão a ) provocar,  não há argumento sobre os GIPS ou outros quaisquer que nos valham para apontar como destino o fundo do poço. Porque, simplesmente, a instituição vai entrar num estado em que não irá conseguir responder às solicitações/funções/missões, porque iremos ter uma Guarda composta maioritariamente por militares velhos, debilitados física, mental e psicologicamente, a maior parte no desempenho de serviços moderados, a par de uma elevada taxa de absentismo, em direcção à ruptura total.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por LuisAlentejano em Seg 20 Ago 2018, 21:59

Eu apenas acho que a APG fez mt bem em colocar o dedo na ferida.
Quem está no GIPS não tem culpa da situação dos Postos Territoriais, toda a questão do GIPS é apenas politica pura e dura que "circula e é tratada muito acima das nossas cabeças". Nada tenho contra quem foi à procura de melhor! Ainda bem para eles!
Agora que a situação dos Postos é  "deprimente", podem crer que é verdade. 
Acho que a solução passaria por dar aos patrulheiros exatamente as mesma condições (financeiras) que se têm no GIOP, GIPS e outras siglas tais.
Atualmente, quase todas as especialidades, valências e outras coisas tais têm um subsidio "agarrado"! Se todos fossemos iguais, se calhar apenas concorria às especialidades quem realmente gosta!
É só uma opinião
Abraço a todos!
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Edr See em Ter 21 Ago 2018, 08:54

Há muito encostado nesta instituição, que recebe tanto ou mais que um homem do posto... aqui sim, para mim o grande problema, teria que haver uma diferenciação, uma motivação, para o pessoal querer ficar nos postos! Tempo de serviço, monetário, etc...
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por GIA2050 em Ter 21 Ago 2018, 12:30

Tudo malha no GIPS, e a altura é deveras oportuna para isso.
A APG deve alertar para a falta de recursos humanos no seio da GNR, não culpar o GIPS pela falta de efectivo. Cada vez que existe uma situação de alerta o pessoal tem visto as folgas serem suprimidas porque não é possível ter equipas helitransportadas e terrestres como vem determinado pelo comando, logo o GIPS também está carente destes recursos.

A APG deveria apontar baterias às constantes promessas de não sei quantos militares serem libertados dos serviços administrativos para a rua. Mas a própria guarda cada vez mais se torna uma força burocrática com n de plataformas, esquecendo-se que os computadores são do século passado e passa-se meia hora a introduzir uma patrulha...
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Gif em Ter 21 Ago 2018, 22:34

Na minha opinião não é a questão o gips que têm culpa, mas sim as políticas que estão por trás.
A GNR tem demasiadas valências, e no caso do gips é mais uma que está a mais, pois se já existem bombeiros, não é preciso mais uma força a fazer o mesmo serviço. Se há necessidade de haver bombeiros especializados, ou com formação especifica, que se dê a formação devida aos bombeiros, e deixar a gnr para outras funções que os bombeiros não podem fazer, que é a segurança que tanta falta faz e não há efectivos da gnr suficientes para fazer.

Já parece a outra noticia que já se falou no forum, da gnr querer aumentar a sua área de actuação na costa portuguesa, quando essa área é actualmente controlada pela marinha. Situação que irá obrigar a aumentar os meios e os efectivos. Se os efectivos são cada vez menos e as missões são cada vez mais e maiores, há de chegar a altura que não há efectivos suficientes para tudo.

Os Homens que desempenham funções nas varias valências da gnr, não tem culpa das más políticas.

Qualquer dia lembram-se que também querem fazer transporte de doentes, e começam a adquirir ambulâncias e formar tripulantes de ambulâncias.... lol
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Fox Mulder em Qua 22 Ago 2018, 11:11

Edr See escreveu:Há muito encostado nesta instituição, que recebe tanto ou mais que um homem do posto... aqui sim, para mim o grande problema, teria que haver uma diferenciação, uma motivação, para o pessoal querer ficar nos postos! Tempo de serviço, monetário, etc.C
Camarada, comentário pertinente o seu e que partilha da minha ideia.

Seria uma medida de enorme valor se valorizassem realmente e com efeitos práticos quem está na PATRULHA.
A meu ver, um dia terá de ser tomada essa medida. Julgo que é fundamental e necessária.

Não há incentivo qualquer ao militar que queira ser Patrulheiro, que se sente regra geral desprezado, frustrado e sozinho.

Sejamos honestos,
alguém quer e gosta realmente de estar hoje na patrulha?
E se sim.. não preferiam estar num qualquer gabinete ou especialidade?

Valorizassem a patrulha, e ninguém queria secretarias.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por COELHO.X em Qua 22 Ago 2018, 11:37

Fox Mulder escreveu:
Edr See escreveu:Há muito encostado nesta instituição, que recebe tanto ou mais que um homem do posto... aqui sim, para mim o grande problema, teria que haver uma diferenciação, uma motivação, para o pessoal querer ficar nos postos! Tempo de serviço, monetário, etc.C
Camarada, comentário pertinente o seu e que partilha da minha ideia.

Seria uma medida de enorme valor se valorizassem realmente e com efeitos práticos quem está na PATRULHA.
A meu ver, um dia terá de ser tomada essa medida. Julgo que é fundamental e necessária.

Não há incentivo qualquer ao militar que queira ser Patrulheiro, que se sente regra geral desprezado, frustrado e sozinho.

Sejamos honestos,
alguém quer e gosta realmente de estar hoje na patrulha?
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por toinojaquim em Qua 22 Ago 2018, 15:37

Atenção que a APG nunca disse que a falta de efectivo de deve aos militares que foram para o GIPS!!! A comunicação social é que fez esse titulo. Não vamos trocar as coisas.... Mas a situação é bem pior do que a APG disse. Há vários postos do mesmo destacamento sem patrulhas. quando há ocorrências, é a patrulha do posto que fica a 70km que lá vai...
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qua 22 Ago 2018, 16:25

Uma coisa é certa. E não sabendo se isto é verdade nesta notícia: https://ionline.sapo.pt/623286 “a GNR enviou um esclarecimento às redações, rejeitando dificuldades nos patrulhamentos. “No período de 1 de janeiro a 31 de julho, a GNR registou, em comparação com igual período de 2017, idêntico número de patrulhas”, garantia o comando-geral, chegando mesmo a falar num “aumento no número de militares nas patrulhas”. 

Pergunto: como é que não há dificuldade nos patrulhamentos se eu cada vez faço mais patrulhas sozinho/uni pessoal, o que há alguns anos atrás era expressamente proibido. Aliás, contrariando a própria lei orgânica da Guarda que diz que uma força é um efetivo mínimo de dois militares devidamente comandada. Assim como, há militares sozinhos a serem enviados/direcionados para tomarem conta de acidentes de viação com vítimas mortais?

Perante isto, entre outras situações conhecidas mais, como é que se pode dizer que não há dificuldades nos patrulhamentos?

Alguma coisa aqui nesta comunicação estará a falhar.

Por outro lado, apesar de tudo, onde temos conhecimento que as coisas hoje não têm nada a ver com o que eram há uns a anos atrás (e volto a referir que o problema que temos hoje começou a ser desenhado em 2005, altura em que teve inicio o ataque cerrado sem precedentes às condições/deveres/direitos inerentes à condição militar do militar da Guarda, que está a levar ao envelhecimento do efetivo militar a que estamos a assistir hoje) envelhecimento do efetivo é = a problemas de saúde = a baixas médicas = a absentismo = a serviços moderados, o que tudo somado é = a redução de efetivo. Se agora passarmos a ter também comandantes a dizer que, apesar de as coisas estarem mal, e que todos reconhecemos que estão, começarem a dizer para a opinião pública e para o poder político que estão bem.

Então, meus Senhores, é o fim, e entramos no descalabro total. Se os nossos comandantes, sabendo que as coisas estão mal, vão começar a dizer que estão bem (ao contrário de outros comandantes de outros tempos que lutavam pelos direitos e condições dos seus homens), colocando-se com essas atitudes totalmente contra o que seria normal, que era o de nos defenderem como há uns tempos atrás defendiam (dever de tutela) e defenderem a operacionalidade e razão de existir da instituição. Há um desrespeito e desprezo total da parte deles em relação ao nosso esforço e sacrifício muitas das vezes sobre humano, que todos os dias colocamos em prol da grei,  até com o sacrifício da nossa própria vida.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por sapador em Qui 23 Ago 2018, 09:15

Camaradas seria fácil dar com esse erro bastava a entidade competente deslocar se a um posto da Guarda e comparar os dados relativos a patrulhas inseridos no SGO e compara los com a real escala de serviço. 


Estou a falar por exemplo de numa patrulha ciclo de 2 homens ser inserido 2 patrulhas com um elemento cada a semelhança do restante policiamento de proximidade .
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Starbuck79 em Qui 23 Ago 2018, 09:50

A culpa não é só dos GIPS de facto, mas ajuda. Há postos que perderam 3 e 4 militares, postos estes que já tinham um efectivo no limite. Há postos no Porto que os militares tem de ir fazer ocoorencias a outros e o numero de patrulhas é faccioso, pois muitas são virtuais compostas por elementos só para ganhar suplementos. 
A meu ver o problema agravou-se no momento em que começamos a folgar 2 dias por semana (por direito) havendo dias da semana em que só ha 3 grupos a trabalhar.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por Edr See em Qui 23 Ago 2018, 13:41

Esse problema dos 2 grupos de folga em simultâneo resolvia se fácil, suprimindo um grupo!
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por alguem em Sex 24 Ago 2018, 14:18

GIPS!!!! Isso é o que, bombeiros da GNR ou militares da GNR?
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por PLPG em Sab 25 Ago 2018, 00:34

alguem escreveu:GIPS!!!! Isso é o que, bombeiros da GNR ou militares da GNR?


Acho que é um misto, vão substituir a cruz vermelha a farda é parecida, agora até se ouve dizer que vão tirar o curso socorrismo  grande risota 

Pobre daquele que verdadeiramente precisa de uma patrulha de ocorrências e não há...
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por el solitario em Sab 25 Ago 2018, 21:29

até se ouviu dizer??? nos alistamentos, ainda que recentes, existe uma unidade curricular que se chama socorrismo em que todos os alistados ficam com noções de socorrismo..para se necessário utilizar no serviço e quem sabe em casa num familiar seu....
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por PLPG em Sab 25 Ago 2018, 22:34

el solitario escreveu:até se ouviu dizer??? nos alistamentos, ainda que recentes, existe uma unidade curricular que se chama socorrismo em que todos os alistados ficam com noções de socorrismo..para se necessário utilizar no serviço e quem sabe em casa num familiar seu....
Pois umas noções. Assunto que não se leva a serio nem é aprofundado nem avaliado. O TAT e as técnicas mais avançadas são certificadas pelo INEM e tem validade. Lembrei-me agora que falou que deram essas noções no curso, mas não foi formação que ficasse pois nem os proprios formadores não sabiam do que estavam a falar. Mais preocupante é os socorristas dos comandos não terem formação válida, agora a tempos fui com um socorrista dar tiro disse que ja a umas valentes décadas que tinha expirado o TAT, não percebi qual é a ideia de vir acompanhar os militares ao tiro.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por el solitario em Dom 26 Ago 2018, 19:33

Não sabe do que esta a falar quando fala de que os instrutores não sabem do que se estava a falar..
sim no CFG em muitas unidades curriculares ficam noções ferramentas não é dado nenhuma especialização em determinada área..
o facto de o TAT ter expirado  não quer dizer que deixe de ser socorrista até porque na minha opinião se o cartão expirou deve o militar informar para que seja dada nova formação..agora se não o tem válido eu também percebo e entendo porque (posso estar enganado e espero que esteja)...
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Mensagem por PLPG em Dom 26 Ago 2018, 22:52

el solitario escreveu:Não sabe do que esta a falar quando fala de que os instrutores não sabem do que se estava a falar..
sim no CFG em muitas unidades curriculares ficam noções ferramentas não é dado nenhuma especialização em determinada área..
o facto de o TAT ter expirado  não quer dizer que deixe de ser socorrista até porque na minha opinião se o cartão expirou deve o militar informar para que seja dada nova formação..agora se não o tem válido eu também percebo e entendo porque (posso estar enganado e espero que esteja)...

Até acho que sei do que estou a falar porque frequentei a especialidade. não acho correto julgar que não sei do que estou a falar.. acho que deve dar a sua opinião e não julgar  a dos outros. Eu do meu curso de praças pouco tenho a dizer de bem... pouca bagagem para a nossa missão, pouca coisa se aprendeu alem de marchar, espero que tenha evoluído no bom sentido o que duvido. E fico por aqui que acho que o assunto não tem a ver com o tópico.
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Em Curso Re: GNR. Reforço do GIPS deixou postos sem guardas para fazer patrulhas

Mensagem por el solitario em Seg 27 Ago 2018, 12:33

Pois então não sei onde efectuou a especialidade e consequente mudança de serviço, porque por aquilo que já tive a oportunidade de fazer assistir a vários cursos com o pessoal do CC até acho que para aquilo que se pretende era de qualidade..mas são opiniões.. 

Pois acho engraçado é que quem começou com isto não foi o user El solitario, mas sim isto nada tem a ver com o tópico..
O que é que a farda da cruz vermelha tem a ver com a falta de efetivos nos postos provocada pela saida de militares para o GIPS?

Por vezes o pessoal só tem o que merece infelizmente..
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