PSP de Lisboa. Há esquadras sem carros e sem polícias para trabalhar

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Em Curso PSP de Lisboa. Há esquadras sem carros e sem polícias para trabalhar

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 02 Nov 2018, 23:42

https://observador.pt/especiais/psp-de-lisboa-ha-esquadras-sem-carros-e-sem-policias-para-trabalhar/
Meus Senhores, agora é que batemos mesmo no fundo, nem no tempo da Troika (2011 - 2015) isto aconteceu.
Mas há mais, apesar de tudo, no tempo da Troika foram feitos os estatutos para os militares das Forças Armadas, da PSP e da Guarda Florestal, em que todos estes estatutos previam a idade de reforma aos 60 anos de idade sem cortes e ou penalizações. Ou seja, apesar de todas as restrições orçamentais que nesse tempo se verificavam, havia outro tipo de sensibilidade e atenção para estes grupos especiais de profissionais/funções de soberania do estado, segurança e defesa.
FA Artº 161º do DL 90/2015 de 29 de maio 2015 https://dre.pt/home/-/dre/67348942/details/maximized?p_auth=kdrQ7YJJ
PSP Artº 116º do dl 243/2015 de 19 de outubro de 2015 https://dre.pt/home/-/dre/70737912/details/maximized?p_auth=E325hvD2&serie=I
Guarda florestal Artº 46º  do DL 247/2015 de 23 de outubro de 2015 https://dre.pt/home/-/dre/70790241/details/maximized?p_auth=3PzOq8OS
Por incrível que pareça, assim que a Troika virou costas, e numa altura em que vários direitos e condições eram repostos a vários grupos de cidadãos/classes profissionais que tinham sido retirados no tempo da Troika, no primeiro estatuto que foi feito para militares ou policias, neste caso concreto para os militares da Guarda, em 2017, logo os presentearam com o pior estatuto profissional de sempre, que já nem permite que se possam reformar aos 60 anos de idade sem cortes e ou penalizações. Artº 89º do DL 30/2017 de 22 de março de 2017 https://dre.pt/home/-/dre/106642828/details/maximized
Meus Senhores, isto bateu mesmo no fundo. Estamos tramados, estamos por nossa conta e risco. A consideração que neste momento têm por nós, que somos agredidos, feridos e mortos em serviço enquanto zelamos pela segurança de todos nós (a grei), é ZERO. E o exemplo mais claro do que estou a dizer é: enquanto os policias e militares (chefias/sindicatos/associações profissionais) alertam por todos os meios e mais alguns, inclusivamente com mais uma manifestação em frente à AR, que, por falta de efetivos e envelhecimento acentuado dos existentes, devido à inexistência de admissões de efectivos jovens em números suficientes para colmatar os em falta e os velhos que já não têm capacidade para andarem no serviço ativo, a segurança de todos nós começa a estar posta em causa. E que, como resposta, temos o poder politico a alegar e a falar de viaturas e obras em equipamentos resultantes da Lei de Programação respectiva.
Do que é que nos rende o poder politico falar com pompa e circunstância em novas infraestruturas policiais, se as existentes já nem sequer efetivos suficientes têm?
Neste momento, momento que nunca pensei verificar/viver na minha vida profissional e pessoal, é o salve-se quem puder.
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