GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

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Em Curso GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Croco em Qui 17 Maio 2018, 18:50

Relembrando a primeira mensagem :

GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível
17/5/2018, 8:56

Há mulheres da GNR que estão a ser obrigadas a levar os filhos pequenos para os postos por não terem onde os deixar quando entram nos primeiros turnos da manhã, às 7h, escreve o Jornal de Notícias.

Há mulheres da GNR que estão a ser obrigadas a levar os seus filhos pequenos para os postos por não terem onde os deixar quando entram nos primeiros turnos da manhã, às 7h. Segundo o Jornal de Notícias, que avança a notícia na edição desta quinta-feira, há vários casos por todo o país de ordens inflexíveis de comandantes mesmo em situações em que os infantários ou escolas ainda não estão abertos àquela hora ou aos fins de semana.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga aceitou inclusivamente uma providência cautelar apresentada por uma militar da GNR de Guimarães, que se queixava de que o seu comandante a obrigava a trabalhar no turno das 7h às 16h. O tribunal suspendeu a ordem do superior hierárquico, justificando que caso cumprisse aquele horário a militar estaria a “violar o cumprimento das suas responsabilidades parentais”.



A militar, que tem duas filhas de cinco e de dois anos, pediu para trabalhar das 8h às 17h em vez de das 7h às 16h, para poder passar no infantário às 7h30 e deixar as filhas. Porém, o comandante recusou. Segundo explica o JN, o marido também é da GNR, pelo que as duas menores ficam sem ter quem as possa levar ao infantário.

Ouvido pelo mesmo jornal, o coordenador da região norte da Associação dos Profissionais da Guarda diz que se trata de “assédio laboral” e denuncia outros casos na região de Braga. Num dos casos, há mesmo uma militar a levar o filho para o posto da GNR todos os dias às 7h, só o levando para a escola às 9h, quando outros profissionais chegam a posto.

Na origem está um despacho do Comando Geral da GNR aprovado em novembro do ano passado que retira aos militares com filhos menores de 12 anos a atribuição de horário flexível por defeito, fazendo que todos os militares nesta situação necessitem de pedir autorização phttps://observador.pt/2018/05/17/gnr-mulheres-tem-de-levar-filhos-para-o-posto-por-falta-de-horario-flexivel/ara obterem este horário.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por DNS em Sab 16 Jun 2018, 09:23

Helder1980 escreveu:E porquê só as mulheres? Se você fosse pai solteiro/viúvo etc...( Deus queira que não) e tivesse colocado numa terra sem famíliar nenhum, ou tinha muito dinheiro para pagar a uma ama que ganha mais a hora que você ou para não deixar de ser guarda. Sim guarda primeiro, pai depois só quando o seu superior quiser, porque esses tem amas que utilizam arma e em Milfontes o filho do sargento ate tinha uma ama que levava o filho a escola num carro dizendo GNR. Reivindiquem os vossos direitos ou qualquer dia em vez de guardas são empregados dos vossos superiores. 
Bem haja a todos

Ora aí está!
Num caso semelhante, seja homem ou mulher, é mais que legitimo ter determinados direitos que são muito bem conseguidos e merecidos.
Num caso semelhante, seja homem ou mulher, os camaradas apoiam que seja dado determinado direito e não se sentem revoltados, pelo contrario, se for preciso facilitam, apoiam e ajudam a que esse direitos sejam respeitados.

Agora na realidade, um caso destes, acontece numa pequena e ínfima percentagem dos casos.
Dos casos que conheço, não há nenhum em situação semelhante ou sequer que se pareça com o exemplo que deu.
Dos casos que conheço, as mulheres (e muito bem) querem ser mães antes que Guardas. Mas querem ganhar o ordenado de guarda, jantar todos os dias com o marido e filhos, dormir as noites na caminha e passear ao fim de semana com a família.
Estes são os casos que conheço, de mulheres dizendo que estão sozinhas (sem estarem) e outras coisas mais.

 Uma ínfima parte PRECISA disso. TEM DIREITO a isso.
O resto... meus amigos, apenas é um pretexto, um meio para atingir um fim...

Cabe na cabeça de alguém um camarada sentir-se revoltado, sabendo que a camarada é sozinha com filhos e não tem minguem que a apoie??
Não me parece!
Sentir-se-á prejudicado sim, se houver essa alegação para se conseguir algo e depois é vê-las passear ao fim de semana, acompanhadas e felizes. Num caso destes (não tenho duvidas -  a maioria) não está a invocar um direito, mas sim a prejudicar os camaradas, o estado, a instituição e em ultima instância e mais importante, a família (os filhos) dos camaradas!
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Tiago Alves em Sab 16 Jun 2018, 09:53

DNS escreveu:
Helder1980 escreveu:E porquê só as mulheres? Se você fosse pai solteiro/viúvo etc...( Deus queira que não) e tivesse colocado numa terra sem famíliar nenhum, ou tinha muito dinheiro para pagar a uma ama que ganha mais a hora que você ou para não deixar de ser guarda. Sim guarda primeiro, pai depois só quando o seu superior quiser, porque esses tem amas que utilizam arma e em Milfontes o filho do sargento ate tinha uma ama que levava o filho a escola num carro dizendo GNR. Reivindiquem os vossos direitos ou qualquer dia em vez de guardas são empregados dos vossos superiores. 
Bem haja a todos

Ora aí está!
Num caso semelhante, seja homem ou mulher, é mais que legitimo ter determinados direitos que são muito bem conseguidos e merecidos.
Num caso semelhante, seja homem ou mulher, os camaradas apoiam que seja dado determinado direito e não se sentem revoltados, pelo contrario, se for preciso facilitam, apoiam e ajudam a que esse direitos sejam respeitados.

Agora na realidade, um caso destes, acontece numa pequena e ínfima percentagem dos casos.
Dos casos que conheço, não há nenhum em situação semelhante ou sequer que se pareça com o exemplo que deu.
Dos casos que conheço, as mulheres (e muito bem) querem ser mães antes que Guardas. Mas querem ganhar o ordenado de guarda, jantar todos os dias com o marido e filhos, dormir as noites na caminha e passear ao fim de semana com a família.
Estes são os casos que conheço, de mulheres dizendo que estão sozinhas (sem estarem) e outras coisas mais.

 Uma ínfima parte PRECISA disso. TEM DIREITO a isso.
O resto... meus amigos, apenas é um pretexto, um meio para atingir um fim...

Cabe na cabeça de alguém um camarada sentir-se revoltado, sabendo que a camarada é sozinha com filhos e não tem minguem que a apoie??
Não me parece!
Sentir-se-á prejudicado sim, se houver essa alegação para se conseguir algo e depois é vê-las passear ao fim de semana, acompanhadas e felizes. Num caso destes (não tenho duvidas -  a maioria) não está a invocar um direito, mas sim a prejudicar os camaradas, o estado, a instituição e em ultima instância e mais importante, a família (os filhos) dos camaradas!
 :bravo:
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por PLPG em Dom 17 Jun 2018, 18:52

Tenho a solução. Podiam constituir uma creche nos Destacamentos 24H. Há certamente chafaricas mais inúteis.  desorientado

Eu acho que se fizesse uma diferença significativa não se optaria tanto pelo horário flexível, bastava pagarem de forma diferente as horas nocturnas, fim de semana e feriados.

Não condeno quem opta pelo horário flexível é um direito e de facto compensa, nem vale a pena pensar noutras soluções.

A instituição tem de se adaptar e sem duvida tem de passar por motivar o efetivo para o serviço operacional, sem duvida que a maioria que pede horário flexivel são patrulheiros do Territorial.

Agora é uma situação que os Comandos têm de resolver e não devemos condenar quem opta por esta solução, alegar falta de camaradagem é uma tolice.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 17 Jun 2018, 22:03

PLPG escreveu:Tenho a solução. Podiam constituir uma creche nos Destacamentos 24H. Há certamente chafaricas mais inúteis.  desorientado

Eu acho que se fizesse uma diferença significativa não se optaria tanto pelo horário flexível, bastava pagarem de forma diferente as horas nocturnas, fim de semana e feriados.

Não condeno quem opta pelo horário flexível é um direito e de facto compensa, nem vale a pena pensar noutras soluções.

A instituição tem de se adaptar e sem duvida tem de passar por motivar o efetivo para o serviço operacional, sem duvida que a maioria que pede horário flexivel são patrulheiros do Territorial.

Agora é uma situação que os Comandos têm de resolver e não devemos condenar quem opta por esta solução, alegar falta de camaradagem é uma tolice.



"Tenho a solução. Podiam constituir uma creche nos Destacamentos 24H."

Já agora, aproveitando a embalagem e na mesma oportunidade, deveriam constituir também lares de terceira idade nos Destacamentos para começar a acolher os militares mais velhos que são cada vez mais no serviço ativo.

Só foi pena foi terem acabado com as messes nos Destacamentos que poderiam fornecer a alimentação a este pessoal todo.

Mas, também, não há impossíveis, e pode ser que sejam novamente reabertas.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por Gif em Sex 22 Jun 2018, 14:18

Excluindo a inveja e algum machismo que existe sempre nas grandes instituições no que tpca a relação e previlegios dados Às mulheres e não aos homens, há que ter em conta duas coisas muito importantes que é a privacidade e a vida familiar que são dois direitos fundamentas dos trabalhadores seja em que profissão for, e é da responsabilidade da entidade patronal proporcionar ao trabalhador condições para o gozo desses direitos.
Tendo em conta noticia, não vejo porque razão os horarios do casal não podem ser feitos de forma a que pelo menos um deles esteja disponível para poder ficar com a criança.
2º uma instituição como a gnr, com o numero de "trabalhadores " que tem, tinha a obrigação de ter um sistema social que apoiasse os pais nesse sentido, seja com amas, ou cresces, ou protocolos com entidades privadas que garantissem essas situações.
3º justiça laboral, pois é mais que evidente, que há uns que são " filhos " e outros enteados.
Enquanto não houver justiça laboral na instituição, situações como estas irão acontecer.

Existem entidades privadas, de menor dimensão que a gnr que conseguem garantir um melhor apoio social aos trabalhadores, e por isso não consigo compreender como uma instituição da envergadura da gnr não consegue resolver uma coisa tão básica.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por MiguelBarrancos em Qui 28 Jun 2018, 23:08

Esqueçam... O futuro é negro para  o patrulheiro. Esta Guarda vai de mal a pior, vejo coisas que não via há anos.
É esperar pela reforma  o mais rapido possivel.
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Em Curso Re: GNR. Mulheres têm de levar filhos para o posto por falta de horário flexível

Mensagem por BOSNIA1998 em Sab 30 Jun 2018, 23:01

Gif escreveu:Excluindo a inveja e algum machismo que existe sempre nas grandes instituições no que tpca a relação e previlegios dados Às mulheres e não aos homens, há que ter em conta duas coisas muito importantes que é a privacidade e a vida familiar que são dois direitos fundamentas dos trabalhadores seja em que profissão for, e é da responsabilidade da entidade patronal proporcionar ao trabalhador condições para o gozo desses direitos.
Tendo em conta noticia, não vejo porque razão os horarios do casal não podem ser feitos de forma a que pelo menos um deles esteja disponível para poder ficar com a criança.
2º uma instituição como a gnr, com o numero de "trabalhadores " que tem, tinha a obrigação de ter um sistema social que apoiasse os pais nesse sentido, seja com amas, ou cresces, ou protocolos com entidades privadas que garantissem essas situações.
3º justiça laboral, pois é mais que evidente, que há uns que são " filhos " e outros enteados.
Enquanto não houver justiça laboral na instituição, situações como estas irão acontecer.

Existem entidades privadas, de menor dimensão que a gnr que conseguem garantir um melhor apoio social aos trabalhadores, e por isso não consigo compreender como uma instituição da envergadura da gnr não consegue resolver uma coisa tão básica.
Excelente comentário, assim sim, alguem que opina de forma sensata e realista em relação à situação atual dos guardas, ninguem aposta na nossa estabilidade pois eles pensam que a nossa estabilidade só é feita com promoções e aumentos... NEGATIVO.... Estabilidade encontrava se se houvesse efetivamente uniformidade entre todos na aplicação de direitos e deveres, se apostassem na disciplina das promoções  e reserva sem estarem constantemente a mudar as regras, e quiçá encontrar junto de atl e creches protocolos e apoios de forma a que consigamos criar um verdadeiro equilibrio entre a vida familiar e a profissional.
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