Montemor-o-Novo pede aumento de efetivos da GNR

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Em Curso Montemor-o-Novo pede aumento de efetivos da GNR

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qua 04 Jul 2018, 18:53

http://www.dianafm.com/montemor-o-novo-pede-aumento-de-efetivos-da-gnr/

Ora aí está a Guarda do presente em direção ao futuro. Distante, ausente, com falta de eftivos, com efetivos cada vez mais envelhecidos, doentes, com um absentismo cada vez maior, com militares a arrastarem-se no serviço ativo, doentes, nos últimos tempos de serviço para que não lhes cortem os suplementos para não influenciar negativamente depois a pensão de reforma, com Postos territoriais com um só militar, com patrulhas com um só militar (quando a lei diz que uma força é um efetivo mínimo de dois militares devidamente comandados) com a junção de um militar de um Posto Territorial com outro de outro Posto Territorial, para tomar conta das ocorrências todas da área de vários Postos do Destacamento. Com cortes nos vencimentos, e nas reformas dos militares, com uma incerteza cada vez maior na altura de deixar o serviço ativo, com os escalões congelados, com as promoções congeladas, com cada vez menos incorporações e com cada vez menos efetivos a incorporar, sem certeza na existência dos cursos de promoção/especialidades, o que não permite transferências a tempo e horas. E, como tal, infelizmente, uma Guarda em que já muita gente (os militares que a servem e a população que os militares servem) não acredita e tem pouca fé.

A Guarda que eu conheci quando nela entrei há 30 anos atrás, onde também prestei serviço em Postos Territoriais do Alentejo profundo, era próxima, presente, com efetivos suficientes, jovens, em que nem os próprios militares nem a população se sentiam inseguros, que abandonavam a instituição ao fim de 36 anos de serviço militar, praticamente sem absentismo, sem se arrastarem nos últimos tempos do serviço ativo, com Postos Territoriais sem falta de efetivos, com patrulhas (com 2/3 militares) em todos os turnos, sem patrulhas unipessoais, com capacidade para tomar sempre conta da segurança/ocorrências em todas as áreas dos respetivos Postos Territoriais, com incorporações todos os anos de novos militares e em número suficiente, a quem nunca cortaram vencimentos e reformas, e que subiam de escalão de 3 em 3 anos, que todos os anos podiam frequentar cursos de promoção/especialidades o que permitia certeza e brevidade nas transferências e nas colocações, assim como em  todos os anos se processavam as promoções.

Perante estes dois quadros e realidades pergunto: qual é que será a Força Humana, Próxima e de Confiança para os militares que a servem, e para a população/grei que os militares servem?


Última edição por Guarda que anda à linha em Qua 04 Jul 2018, 22:02, editado 1 vez(es)
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Em Curso Re: Montemor-o-Novo pede aumento de efetivos da GNR

Mensagem por moralez em Qua 04 Jul 2018, 19:32

A este ritmo, dentro de cerca de 10 anos não existe serviço territorial na GNR.
Isto só mudará quando, os atuais Majores e Capitães se debruçarem sobre o futuro e chegarem à conclusão de que, quando forem Coronéis, não terão ninguém para comandar e terão que andar às turras para ver quem é que comanda o GIPS, a UI e a USHE.

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Em Curso Re: Montemor-o-Novo pede aumento de efetivos da GNR

Mensagem por Fox Mulder Ontem à(s) 11:28

Posso garantir que o estado actual da capacidade de resposta Operacional nesse Destacamento é CALAMITOSO. 
O presente está condicionado e o futuro em risco, pois vão se perder anos de trabalho bem feito, legitimo, de quem anda diariamente a lutar para responder as necessidades mais básicas das populações e da Guarda.
E não se vislumbra ninguém das chefias destas instituição a tomar uma posição diferente que não seja o silêncio, condescendentes com a realidade.
São os próprios militares do terreno a clamar por ajuda, abandonados a sua sorte.
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Em Curso Re: Montemor-o-Novo pede aumento de efetivos da GNR

Mensagem por Guarda que anda à linha Ontem à(s) 22:16

Não há dinheiro para proporcionar efetivos suficientes e em condições para proteger as populações, mas para estes (tu) barões nunca hão-de faltar milhares de milhões.

DN+ Estado tem prejuízos anuais superiores a cem milhões com ex-BPN

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/14-jul-2018/interior/estado-tem-prejuizos-anuais-superiores-a-cem-milhoes-com-ex-bpn-9587845.html

Estado já gastou 17 mil milhões de euros com bancos, 4 mil milhões para a CGD

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2018-03-27-Estado-ja-gastou-17-mil-milhoes-de-euros-com-bancos-4-mil-milhoes-para-a-CGD

Banca já custou 17 mil milhões de euros aos contribuintes

https://zap.aeiou.pt/banca-17-mil-milhoes-contribuintes-196885

São opções.
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