Jovens já não sonham ser polícias? PSP pode ter mais vagas do que candidatos

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Em Curso Jovens já não sonham ser polícias? PSP pode ter mais vagas do que candidatos

Mensagem por Guarda que anda à linha em Ter 08 Set 2020, 22:58

https://executivedigest.sapo.pt/jovens-ja-nao-sonham-ser-policias-psp-pode-ter-mais-vagas-do-que-candidatos/
E serem Guardas, ainda vale a pena sonhar?
Vale a pena sonhar hoje com uma carreira profissional, que nada tem a ver com uma qualquer carreira do sector publico ou privado, devido ao risco, perigo, penosidade e desgaste que se sofre, e que, comparativamente e por incrível que pareça, oferece hoje muito menos direitos e condições do que oferecia há cerca de três décadas atrás?
A título de curiosidade, aqui ficam alguns exemplos do que eram os direitos/condições dos militares da Guarda há trinta e tal anos atrás.
-Os militares da categoria de praças podiam ser cabos ao fim de dois ou três anos de Guarda, com vinte e poucos anos de idade, e os que não optassem por essa situação ou não o conseguissem por falta de notas para ingressar no Cpcb, seriam promovidos na mesma próximo do fim da carreira. Hoje, só podem ser cabos próximo dos quarenta.
-Todos os militares da Guarda, respectivos cônjuges e filhos tinham direito à ADMG, hoje SAD, sem que tivessem de fazer qualquer tipo de desconto, ao contrário de hoje em que descontam um balúrdio (cerca de 3,50%) em que nem os 12 meses por ano que o ano tem chegam, ao ponto de terem de descontar sobre mais 2 o que totaliza 14.
-Nas sedes das Secções, hoje DTRs, havia um médico contratado pela Guarda que uma ou duas vezes por semana ali prestava assistência aos familiares e militares das referidas Secções.
-Não havia atrasos no pagamento dos clínicos/despesas de consultas/e prestação de serviços como há hoje.
-A maior parte dos gratificados eram feitos na hora do serviço e não como hoje, em que após uma nocturna se vai fazer um gratificado.
-Não havia atraso no pagamento dos gratificados como há hoje.
-Todos os militares da Guarda subiam de escalão de 3 em 3 anos. E, em regra, chegavam ao fim da carreira no último, ao contrário de hoje, em que essa subida vai depender de avaliação.
-Todos os militares da Guarda tinham mais dias de férias do que têm hoje.
-Todos os anos havia alistamentos, cursos de especialização, de promoção, e as respectivas transferências e colocações.
-Nos Postos Territoriais não havia falta de efectivos como há hoje, e não havia patrulhas uni-pessoais e junção de militares de vários postos para completar uma patrulha como se faz hoje.
-As operações de STOP tinham a duração de 3 horas, ao contrário de hoje, em que muitas das vezes nem as 8 horas de patrulha chegam.
-Quem tinha ingressado na Guarda primeiro, dela podia sair e cessar funções antes daquele que nela tivesse ingressado depois dele. Esta regra, a de que a antiguidade é um posto era sagrada. E hoje? É uma vergonha! Há militares da Guarda que têm de fazer/cumprir mais de 3,4,5 anos de serviço do que outros que ingressaram na Guarda depois deles, e como se não bastasse e ainda por cima, correm o risco de apesar de terem mais anos de serviço/descontos que eles, ainda poderem vir a ser penalizados nas suas pensões de reforma. Isto é um embuste, é uma vergonha e é inconstitucional.
-Ao fim de 36 anos de serviço, independentemente da idade, porque nas instituições militares a regra sagrada da antiguidade é um posto, cumpria-se, passava à reserva e posteriormente à reforma sem qualquer tipo de corte e ou penalização, com uma pensão de reforma de entre 90 e 100% sobre o último vencimento, ao contrário da armadilha que está preparada hoje (em 2017 através do DL 3/2017 de 6 de Janeiro - DL das reformas, e DL 30/2017 de 22 de Março - EMGNR, que puseram fim à idade da reforma aos 60 anos) que vai provocar que no futuro os militares da Guarda, particularmente da categoria de praças, que terão durante a carreira contributiva salários baixíssimos, vão ter no final da vida reformas de miséria e sujeitas a cortes brutais.
E hoje, cerca de trinta e tal anos depois, quais as condições é que eram/são melhores. As de hoje ou as de ontem?
E com as condições que os Guardas/Policias têm hoje, comparativamente com as que tinham há trinta e tal anos atrás, será que ainda vale a pena sonhar em ser policia/guarda como se sonhava naquela altura?
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Em Curso Re: Jovens já não sonham ser polícias? PSP pode ter mais vagas do que candidatos

Mensagem por ÒdaGuarda em Qua 09 Set 2020, 10:55

Guarda que anda à linha escreveu:
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E serem Guardas, ainda vale a pena sonhar?
Vale a pena sonhar hoje com uma carreira profissional, que nada tem a ver com uma qualquer carreira do sector publico ou privado, devido ao risco, perigo, penosidade e desgaste que se sofre, e que, comparativamente e por incrível que pareça, oferece hoje muito menos direitos e condições do que oferecia há cerca de três décadas atrás?
A título de curiosidade, aqui ficam alguns exemplos do que eram os direitos/condições dos militares da Guarda há trinta e tal anos atrás.
-Os militares da categoria de praças podiam ser cabos ao fim de dois ou três anos de Guarda, com vinte e poucos anos de idade, e os que não optassem por essa situação ou não o conseguissem por falta de notas para ingressar no Cpcb, seriam promovidos na mesma próximo do fim da carreira. Hoje, só podem ser cabos próximo dos quarenta.
-Todos os militares da Guarda, respectivos cônjuges e filhos tinham direito à ADMG, hoje SAD, sem que tivessem de fazer qualquer tipo de desconto, ao contrário de hoje em que descontam um balúrdio (cerca de 3,50%) em que nem os 12 meses por ano que o ano tem chegam, ao ponto de terem de descontar sobre mais 2 o que totaliza 14.
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-A maior parte dos gratificados eram feitos na hora do serviço e não como hoje, em que após uma nocturna se vai fazer um gratificado.
-Não havia atraso no pagamento dos gratificados como há hoje.
-Todos os militares da Guarda subiam de escalão de 3 em 3 anos. E, em regra, chegavam ao fim da carreira no último, ao contrário de hoje, em que essa subida vai depender de avaliação.
-Todos os militares da Guarda tinham mais dias de férias do que têm hoje.
-Todos os anos havia alistamentos, cursos de especialização, de promoção, e as respectivas transferências e colocações.
-Nos Postos Territoriais não havia falta de efectivos como há hoje, e não havia patrulhas uni-pessoais e junção de militares de vários postos para completar uma patrulha como se faz hoje.
-As operações de STOP tinham a duração de 3 horas, ao contrário de hoje, em que muitas das vezes nem as 8 horas de patrulha chegam.
-Quem tinha ingressado na Guarda primeiro, dela podia sair e cessar funções antes daquele que nela tivesse ingressado depois dele. Esta regra, a de que a antiguidade é um posto era sagrada. E hoje? É uma vergonha! Há militares da Guarda que têm de fazer/cumprir mais de 3,4,5 anos de serviço do que outros que ingressaram na Guarda depois deles, e como se não bastasse e ainda por cima, correm o risco de apesar de terem mais anos de serviço/descontos que eles, ainda poderem vir a ser penalizados nas suas pensões de reforma. Isto é um embuste, é uma vergonha e é inconstitucional.
-Ao fim de 36 anos de serviço, independentemente da idade, porque nas instituições militares a regra sagrada da antiguidade é um posto, cumpria-se, passava à reserva e posteriormente à reforma sem qualquer tipo de corte e ou penalização, com uma pensão de reforma de entre 90 e 100% sobre o último vencimento, ao contrário da armadilha que está preparada hoje (em 2017 através do DL 3/2017 de 6 de Janeiro - DL das reformas, e DL 30/2017 de 22 de Março - EMGNR, que puseram fim à idade da reforma aos 60 anos) que vai provocar que no futuro os militares da Guarda, particularmente da categoria de praças, que terão durante a carreira contributiva salários baixíssimos, vão ter no final da vida reformas de miséria e sujeitas a cortes brutais.
E hoje, cerca de trinta e tal anos depois, quais as condições é que eram/são melhores. As de hoje ou as de ontem?
E com as condições que os Guardas/Policias têm hoje, comparativamente com as que tinham há trinta e tal anos atrás, será que ainda vale a pena sonhar em ser policia/guarda como se sonhava naquela altura?
militar ...só quem não se informar primeiro é que se deixa cair na armadilha de ingressar nas forças policiais... No Fixe
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Mensagem por sauuude em Qua 09 Set 2020, 14:51

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Mensagem por Pinto da Costa em Sex 11 Set 2020, 16:36

É verdade ... desorientado desorientado
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Em Curso Re: Jovens já não sonham ser polícias? PSP pode ter mais vagas do que candidatos

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 13 Set 2020, 15:36

Ora aqui está mais um excelente incentivo para os jovens que sonham em ser policias, venham para as policias. Que, quando chegarem à velhice, em que depois, após trinta e tal/quarenta anos de serviço (serviço de policia/guarda não é como outro serviço/profissão qualquer), na altura em que sonham e desesperam por deixarem de ser policias, porque a idade e o desgaste a ela associado não perdoam, têm como prémio (castigo) a profissão de segurança privada, onde vão passar o resto das suas vidas a olhar para tribunais, hospitais, escolas, museus e palácios, como os burros.
https://www.portugal.gov.pt/pt/gc21/comunicacao/noticia?i=aprovado-programa-vigilancia-

O ataque cerrado aos direitos e condições dos polícias e dos militares começou em 2005. Não vou enumerar esses direitos e condições perdidos, porque muitos deles já foram referidos no meu comentário anterior. Em 2017, cravaram-lhe com mais um prego no caixão através do DL 3/2017 de 06 de Janeiro (DL das reformas) e com o novo EMGNR DL 30/2017 de 22 de março, que terminou com a idade da reforma sem cortes e ou penalizações aos 60 anos de idade.

A partir de 2017 para cá, depois de encontrado e aplicado o mecanismo para acabar com o direito e o "prazer" mais que merecidos de os polícias e militares se poderem reformar aos 60 anos de idade sem cortes e ou penalizações, está em marcha o plano, programa “vigilância +”, que penso que será único no mundo - pelo menos eu não conheço país nenhum no mundo onde se obriga que os polícias e militares no fim da carreira sejam obrigados a ser seguranças privados - para que nem sequer à reforma consigam chegar.

Querem mais direitos e condições que estes para que levem os jovens a sonhar em ser polícias e guardas?
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Mensagem por PIR666RIP em Ter 15 Set 2020, 10:03

Quem sonha em ser agente de autoridade nestes dias? Só quem não vê tv...
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Em Curso Re: Jovens já não sonham ser polícias? PSP pode ter mais vagas do que candidatos

Mensagem por moralez em Ter 15 Set 2020, 21:31

Os civis não querem ser polícias.
E os polícias cada vez mais querem ser civis. Posso dizer que as Licenças s/ vencimento dispararam nos últimos 10 anos na casa dos 700%.
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Mensagem por carlos ferreira em Qua 16 Set 2020, 00:14

Guarda que anda à linha escreveu:
https://executivedigest.sapo.pt/jovens-ja-nao-sonham-ser-policias-psp-pode-ter-mais-vagas-do-que-candidatos/
E serem Guardas, ainda vale a pena sonhar?
Vale a pena sonhar hoje com uma carreira profissional, que nada tem a ver com uma qualquer carreira do sector publico ou privado, devido ao risco, perigo, penosidade e desgaste que se sofre, e que, comparativamente e por incrível que pareça, oferece hoje muito menos direitos e condições do que oferecia há cerca de três décadas atrás?
A título de curiosidade, aqui ficam alguns exemplos do que eram os direitos/condições dos militares da Guarda há trinta e tal anos atrás.
-Os militares da categoria de praças podiam ser cabos ao fim de dois ou três anos de Guarda, com vinte e poucos anos de idade, e os que não optassem por essa situação ou não o conseguissem por falta de notas para ingressar no Cpcb, seriam promovidos na mesma próximo do fim da carreira. Hoje, só podem ser cabos próximo dos quarenta.
-Todos os militares da Guarda, respectivos cônjuges e filhos tinham direito à ADMG, hoje SAD, sem que tivessem de fazer qualquer tipo de desconto, ao contrário de hoje em que descontam um balúrdio (cerca de 3,50%) em que nem os 12 meses por ano que o ano tem chegam, ao ponto de terem de descontar sobre mais 2 o que totaliza 14.
-Nas sedes das Secções, hoje DTRs, havia um médico contratado pela Guarda que uma ou duas vezes por semana ali prestava assistência aos familiares e militares das referidas Secções.
-Não havia atrasos no pagamento dos clínicos/despesas de consultas/e prestação de serviços como há hoje.
-A maior parte dos gratificados eram feitos na hora do serviço e não como hoje, em que após uma nocturna se vai fazer um gratificado.
-Não havia atraso no pagamento dos gratificados como há hoje.
-Todos os militares da Guarda subiam de escalão de 3 em 3 anos. E, em regra, chegavam ao fim da carreira no último, ao contrário de hoje, em que essa subida vai depender de avaliação.
-Todos os militares da Guarda tinham mais dias de férias do que têm hoje.
-Todos os anos havia alistamentos, cursos de especialização, de promoção, e as respectivas transferências e colocações.
-Nos Postos Territoriais não havia falta de efectivos como há hoje, e não havia patrulhas uni-pessoais e junção de militares de vários postos para completar uma patrulha como se faz hoje.
-As operações de STOP tinham a duração de 3 horas, ao contrário de hoje, em que muitas das vezes nem as 8 horas de patrulha chegam.
-Quem tinha ingressado na Guarda primeiro, dela podia sair e cessar funções antes daquele que nela tivesse ingressado depois dele. Esta regra, a de que a antiguidade é um posto era sagrada. E hoje? É uma vergonha! Há militares da Guarda que têm de fazer/cumprir mais de 3,4,5 anos de serviço do que outros que ingressaram na Guarda depois deles, e como se não bastasse e ainda por cima, correm o risco de apesar de terem mais anos de serviço/descontos que eles, ainda poderem vir a ser penalizados nas suas pensões de reforma. Isto é um embuste, é uma vergonha e é inconstitucional.
-Ao fim de 36 anos de serviço, independentemente da idade, porque nas instituições militares a regra sagrada da antiguidade é um posto, cumpria-se, passava à reserva e posteriormente à reforma sem qualquer tipo de corte e ou penalização, com uma pensão de reforma de entre 90 e 100% sobre o último vencimento, ao contrário da armadilha que está preparada hoje (em 2017 através do DL 3/2017 de 6 de Janeiro - DL das reformas, e DL 30/2017 de 22 de Março - EMGNR, que puseram fim à idade da reforma aos 60 anos) que vai provocar que no futuro os militares da Guarda, particularmente da categoria de praças, que terão durante a carreira contributiva salários baixíssimos, vão ter no final da vida reformas de miséria e sujeitas a cortes brutais.
E hoje, cerca de trinta e tal anos depois, quais as condições é que eram/são melhores. As de hoje ou as de ontem?
E com as condições que os Guardas/Policias têm hoje, comparativamente com as que tinham há trinta e tal anos atrás, será que ainda vale a pena sonhar em ser policia/guarda como se sonhava naquela altura?
palmas só quem estiver doido...
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Em Curso Re: Jovens já não sonham ser polícias? PSP pode ter mais vagas do que candidatos

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 20 Set 2020, 12:51

Quase seis mil candidatos ao concurso para ingressar na GNR
https://www.noticiasaominuto.com/pais/1587044/quase-seis-mil-candidatos-ao-concurso-para-ingressar-na-gnr
Só?
Numa altura de crise profunda, e numa altura em que a taxa de desemprego entre os jovens é altíssima, mesmo assim, só há seis mil candidatos ao concurso para ingressar na GNR?
Então mas isto é um numero baixíssimo. E o que é isto, seis mil candidatos, comparado com os 10/15 mil de há uns anos atrás?
A redução de candidatos evidente e comparativamente com a que existia há uns anos atrás é gravíssimo e altamente preocupante.
Mas, também, quem é que no seu perfeito juízo e que se começa a aperceber agora, com o risco, o perigo, o desgaste a penosidade, o ser ferido, agredido, e morto em serviço a qualquer momento, contingências inerentes à profissão, as condições que estas instituições oferecem, designadamente em termos salariais, de assistência na saúde/doença etc. e ter como prémio no final da carreira, na altura de vir descasar para casa, ser obrigado a ser segurança privado até morrer   https://www.portugal.gov.pt/pt/gc21/comunicacao/noticia?i=aprovado-programa-vigilancia- quer ingressar nestas instituições?
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Mensagem por conchinha em Seg 21 Set 2020, 10:43

Guarda que anda à linha escreveu:
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E serem Guardas, ainda vale a pena sonhar?
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A título de curiosidade, aqui ficam alguns exemplos do que eram os direitos/condições dos militares da Guarda há trinta e tal anos atrás.
-Os militares da categoria de praças podiam ser cabos ao fim de dois ou três anos de Guarda, com vinte e poucos anos de idade, e os que não optassem por essa situação ou não o conseguissem por falta de notas para ingressar no Cpcb, seriam promovidos na mesma próximo do fim da carreira. Hoje, só podem ser cabos próximo dos quarenta.
-Todos os militares da Guarda, respectivos cônjuges e filhos tinham direito à ADMG, hoje SAD, sem que tivessem de fazer qualquer tipo de desconto, ao contrário de hoje em que descontam um balúrdio (cerca de 3,50%) em que nem os 12 meses por ano que o ano tem chegam, ao ponto de terem de descontar sobre mais 2 o que totaliza 14.
-Nas sedes das Secções, hoje DTRs, havia um médico contratado pela Guarda que uma ou duas vezes por semana ali prestava assistência aos familiares e militares das referidas Secções.
-Não havia atrasos no pagamento dos clínicos/despesas de consultas/e prestação de serviços como há hoje.
-A maior parte dos gratificados eram feitos na hora do serviço e não como hoje, em que após uma nocturna se vai fazer um gratificado.
-Não havia atraso no pagamento dos gratificados como há hoje.
-Todos os militares da Guarda subiam de escalão de 3 em 3 anos. E, em regra, chegavam ao fim da carreira no último, ao contrário de hoje, em que essa subida vai depender de avaliação.
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Mensagem por Guarda que anda à linha Ontem à(s) 17:51

https://www.facebook.com/movimentozerooficial/videos/615732239092904/
https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/salarios-da-psp-e-gnr-estao-estagnados-desde-2010-e-cada-vez-mais-proximos-do-salario-minimo-nacional
Aqui está mais um exemplo de quão atractiva a carreira nas forças de segurança em Portugal é, onde a qualquer momento se pode ser agredido, ferido e ou morto em serviço por cerca de 156 euros a mais que o salário mínimo nacional.
Em termos salariais, mudança de posições remuneratórias, descontos para a SAD, progressão na carreira, sistema de reserva e reforma etc. tudo discriminações positivas inerentes à sujeição à condição militar, que em tempos os militares da Guarda já tiveram, VS risco, perigo, penosidade e desgaste que se corria na altura e o que se corre agora, e as discriminações positivas (praticamente inexistentes) inerentes à sujeição à condição militar a que se continua a estar agora, em relação à instituição que me diz respeito, é caso para dizer: Guarda de há três décadas atrás, volta que estás perdoada.
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